Jovem cearense vai representar o UNICEF em revezamento da Tocha Olímpica na próxima quarta-feira (8)

Edilson Freitas, de 14 anos, é um dos seis adolescentes que vão conduzir a chama olímpica dos Jogos Rio 2016 para representar as crianças e jovens de todo o mundo. O rapaz, que perdeu a mãe logo após o nascimento, vai dedicar o “momento único” a sua avó, que o criou desde pequeno no semiárido e o incentivou a estudar e buscar novas oportunidades de vida.

Tocha Olímpica será conduzida por seis jovens que vão representar o UNICEF e todas as crianças e adolescentes do mundo. Foto: EBC

Tocha Olímpica será conduzida por seis jovens que vão representar o UNICEF e todas as crianças e adolescentes do mundo. Foto: EBC

No distrito rural de Aracatiaçu, a 60 quilômetros de Sobral, no Semiárido cearense, um adolescente de 14 anos não consegue esconder a emoção de participar do maior evento esportivo do mundo.

Ao lado da família, Edilson Freitas da Silva Filho aguarda com ansiedade a chegada da próxima quarta-feira (8), dia em que vai participar do revezamento da Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016. O rapaz vai representar o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e todas as crianças e adolescentes do mundo.

“Quando recebi a notícia, nem sabia o que representava. Mas, quando entendi o significado, fiquei muito feliz. É um momento único que eu dedico à minha avó: foi ela que cuidou da gente desde pequeno. E ela sofreu muito para eu estar aqui”, conta o jovem.

Edilson perdeu a mãe 12 dias após seu nascimento e foi criado pelos avós maternos, que vivem da agricultura familiar no Semiárido. Na área rural onde vive, a realidade de muitas crianças e adolescentes é marcada pela dificuldade em completar os estudos, seja pela distância da escola, seja pela necessidade de ajudar no sustento da família.

Os avós de Edilson não foram alfabetizados, mas sempre apoiaram os estudos dos netos. A perspectiva de viver novas oportunidades ficou ainda mais evidente quando o adolescente passou a estudar em uma escola de tempo integral, inaugurada em 2014 no seu próprio distrito.

Participando de atividades esportivas e do Projeto de Vida, Formação Humana e Protagonismo Juvenil, o menino – que chegou muito tímido ao colégio – hoje é líder da turma e inspetor mirim, além de sonhar em jogar futsal e ser professor de matemática.

“Aqui a gente aprende mais, porque é o dia todo, existem aulas diferenciadas, há mais tempo com os amigos, e eles dão espaço para a gente falar”. Para Edilson, o esporte é uma dessas oportunidades: “ajuda a me desenvolver, já que a gente tem que lidar com um time inteiro”.

Para o UNICEF, histórias como a de Edilson revelam o poder do esporte como estratégia de desenvolvimento integral das crianças e dos adolescentes. “Aprender e praticar esportes é um direito de cada criança. O esporte vem de mãos dadas com um melhor aprendizado na escola e uma vida mais saudável”, destaca o coordenador do escritório do UNICEF em Fortaleza, Rui Aguiar.

Por isso, a agência da ONU tem atuado para fortalecer as políticas públicas de educação integral e esporte em mais de 1,7 mil municípios da Amazônia e do Semiárido por meio do Selo UNICEF Município Aprovado. A iniciativa estimula, em especial, a participação dos próprios adolescentes nas decisões sobre os rumos das suas escolas e comunidades.

O município de Sobral foi certificado em todas as seis edições do Selo UNICEF – um reconhecimento internacional que valida os esforços dos municípios do Semiárido e da Amazônia Legal Brasileira que mais avançam na superação das desigualdades que afetam a vida das crianças e dos adolescentes.

Edilson é um dos seis adolescentes que vão conduzir a chama olímpica dos Jogos Rio 2016 para representar as crianças e jovens de todo o mundo, por meio de uma parceria entre o UNICEF e o Comitê Organizador dessa edição das Olimpíadas e Paralimpíadas.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Immaculada Prieto
Telefone: (55 21) 3147 5706
E-mail: iprieto@unicef.org