Jornalista mineira quer aproximar público brasileiro do trabalho da ONU

Trazer para mais perto dos brasileiros o trabalho da ONU, mostrando como as discussões internacionais podem ter desdobramentos a nível local e mudar a vida de todos. É o que espera a mineira Luiza Muzzi, uma dos 15 jornalistas selecionados pelas Nações Unidas para cobrir o encontro anual da Assembleia Geral. Repórter foi escolhida entre mais de 750 candidatos de países em desenvolvimento.

Luiza Muzzi, uma dos 15 jornalistas selecionados pela ONU para acompanhar a sessão anual da Assembleia Geral. Foto: Lincon Zarbietti

Luiza Muzzi, uma dos 15 jornalistas selecionados pela ONU para acompanhar a sessão anual da Assembleia Geral. Foto: Lincon Zarbietti

Trazer para mais perto dos brasileiros o trabalho da ONU, mostrando como as discussões internacionais podem ter desdobramentos a nível local e mudar a vida de todos. É o que espera a mineira Luiza Muzzi, uma dos 15 jornalistas selecionados pelas Nações Unidas para cobrir as atividades da 72ª Sessão Anual da Assembleia Geral, com início em 12 de setembro. Cada participante cobrirá os eventos na sede da ONU para os respectivos veículos de comunicação onde trabalham.

Escolhida para o Programa de Bolsas Memorial Reham Al-Farra, que recebeu inscrições de mais de 750 profissionais de mídia de países em desenvolvimento, a repórter conversou com o Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) sobre as expectativas para o evento mais importante do organismo internacional.

“Eu tenho estudado principalmente os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. É um projeto bastante amplo e gigantesco”, comenta a repórter, que trabalha para o jornal O Tempo. “Isso às vezes fica escondido para o cidadão comum, que não sabe o que está acontecendo.”

Luiza lembra que as metas envolvem a resolução de problemas nem sempre associados pelo público às atividades das Nações Unidas. “A gente tem outras questões muito graves e gritantes, como a violência contra a mulher. E a ONU está presente atuando. A igualdade de gênero é um dos Objetivos”, explica.

Outros temas que interessam a brasileira são a defesa dos direitos humanos, a erradicação da pobreza, migração e empoderamento da mulher. Ela lembra um episódio de sua própria trajetória profissional — a cobertura do rompimento das barragens de Mariana. “Os direitos humanos daquelas pessoas não foram respeitados. A gente, como jornalista e como sociedade civil, tem que se engajar para que esses direitos sejam respeitados”, afirma.

A jornalista espera ainda trazer visibilidade para projetos bem-sucedidos de outras nações, que podem servir de exemplo para o Brasil. “Temos esse papel de informar as pessoas sobre iniciativas desse tipo, realizadas em outros países, para que as pessoas, localmente, consigam pensar em soluções para problemas de sua realidade”, aposta.

Além da brasileira, o Programa Reham Al-Farra também chamou jornalistas da Argentina, Colômbia, México, República Dominicana, Nepal, Índia, Paquistão, Filipinas, Irã, Egito, Geórgia, Ucrânia, Gana e África do Sul. Os selecionados chegarão a Nova Iorque no dia 10 de setembro e retornarão aos seus países de origem ao final do mês (30).


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