Jordânia precisa agir para acabar com violência contra mulher, afirma especialista da ONU

Proibição explícita da discriminação com base no sexo e gênero na constituição dará uma ferramenta prática para a mulher combater as desigualdades de forma mais eficaz, aponta Rashida Manjoo.

Relatora Especial sobre a violência contra as mulheres, Rashida Manjoo.Especialista independente de direitos humanos das Nações Unidas disse nesta quinta-feira (24/11) que a Jordânia deve tomar novas medidas para erradicar a violência contra as mulheres e garantir a igualdade de gênero. Segundo Rashida Manjoo, Relatora Especial da ONU sobre a violência contra as mulheres, é preciso adotar medidas especiais como cotas e tratamento preferencial, para integrar a mulher na economia, no mercado de trabalho, na política e na educação.

Manjoo ressaltou que uma abordagem puramente legal ou programática não será suficiente, dado que muitas mulheres da Jordânia seguem a tradição local. “O fato de que certos assuntos são considerados tabus em uma sociedade que se descreve como tradicional, conservadora, patriarcal e tribal pode explicar o silêncio das mulheres em relação a estas manifestações de violência.”

“A proibição explícita da discriminação com base no sexo e gênero na constituição não apenas dará uma ferramenta prática para a mulher combater as desigualdades de forma mais eficaz, como também servirá para educar e sensibilizar a sociedade jordaniana como um todo”, afirma Manjoo.