Recrudescimento de conflito sírio provoca aumento de refugiados na Jordânia

Em média, 250 sírios cruzaram a fronteira da Jordânia diariamente nas últimas semanas – o maior número desde agosto passado e um forte aumento comparado aos últimos meses.

Refugiados sírios esperam na área de recepção do campo jordaniano de Azraq. Foto: ACNUR/ J.Q.Chen

Refugiados sírios esperam na área de recepção do campo jordaniano de Azraq. Foto: ACNUR/ J.Q.Chen

Um grande número de sírios tem buscado refúgio na Jordânia recentemente, incluindo um crescente número de pessoas da província de Dara’a. O motivo é o recrudescimento dos conflitos na região que, segundo os refugiados, não deixam outra opção a não ser fugir.

Em média, 250 sírios cruzaram a fronteira da Jordânia diariamente nas últimas semanas – o maior número desde o verão passado e um forte aumento comparado aos últimos meses. Em apenas quatro dias, entre 15 e 18 de março, os dados do ACNUR para a Jordânia mostravam que pelo menos 1.014 pessoas cruzaram as fronteiras, das quais mais de 160 de Dara’a. Nos quatro dias anteriores, foram 412 pessoas e um número menor de pessoas de Dara’a.

O representante do ACNUR na Jordânia, Andrew Harper, afirmou que estes últimos acontecimentos reforçam a necessidade de mais ajuda internacional às vítimas do conflito na Síria e aos países que os recebem.

“Temos visto um aumento no número de pessoas cruzando as fronteiras da Jordânia nos últimos dias. São famílias que, após quatro anos de conflito, chegaram ao seu limite e nós, como comunidade internacional, somos responsáveis por elas”, disse ele.

Juntamente ao contínuo fluxo de pessoas deixando o leste de Alepo e a área rural de Damasco, muitos dos que têm entrado na Jordânia são de Dara’a, localizada na fronteira do sul da Síria. Eles trazem consigo histórias dos seus vilarejos destruídos, familiares capturados e vizinhos mortos.

Os últimos a chegar ao campo de refugiados de Azraq contaram ao ACNUR que permaneceram em Dara’a durante os quatro anos do conflito na Síria, preferindo continuar – apesar dos perigos – a se tornar refugiados. No entanto, o aumento da presença de grupos armados na província, bombardeios diários e os ataques aéreos tornaram a região muito perigosa. Saiba mais clicando aqui.