‘Jerusalém não está à venda’, diz presidente palestino na Assembleia Geral da ONU

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (27), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que “Jerusalém não está à venda” e que os direitos do povo palestino não podem ser alvo de barganhas.

Abbas ressaltou seu compromisso com a paz e a solução de dois Estados, bem como o caminho da negociação para alcançá-los, reiterando que a paz no Oriente Médio não pode ser realizada sem um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital.

Mahmoud Abbas, presidente do Estado da Palestina, fala à Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Mahmoud Abbas, presidente do Estado da Palestina, fala à Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (27), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que “Jerusalém não está à venda” e que os direitos do povo palestino não podem ser alvo de barganhas.

Abbas ressaltou seu compromisso com a paz e a solução de dois Estados, bem como o caminho da negociação para alcançá-los, reiterando que a paz no Oriente Médio não pode ser realizada sem um Estado palestino independente, com Jerusalém Oriental como sua capital.

“Sempre nos engajamos de forma plena e positiva nas diversas iniciativas da comunidade internacional destinadas a alcançar uma solução pacífica entre nós e os israelenses, incluindo a Iniciativa de Paz Árabe”, disse ele a líderes mundiais reunidos para o debate anual da Assembleia, lembrando que também se engajou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua administração desde o início de seu mandato.

No entanto, a decisão do governo dos EUA de fechar o escritório da Organização de Libertação da Palestina (OLP) em Washington DC, a proclamação de Jerusalém como a capital de Israel e a transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém violam as resoluções da ONU e também solapam uma solução de dois Estados, acrescentou o presidente Abbas.

Essas decisões também levaram a administração dos EUA a perder sua elegibilidade como mediadora no processo de paz no Oriente Médio, disse ele.

“O caminho para a paz está consagrado nas suas resoluções [da ONU], incluindo a resolução 67/19 de 29 de novembro de 2012, que foi adotada por esmagadora maioria e se refere ao Estado da Palestina com base nas fronteiras de 1967”, ressaltou.

Abbas também destacou o que chamou de leis “racistas” promulgadas recentemente em Israel, que não apenas discriminam os cidadãos árabes palestinos, mas também levarão à “inevitável” anulação da solução dos dois Estados.

O povo palestino e o território do Estado da Palestina precisam urgentemente de proteção internacional, disse ele, e enquanto Abbas saudou o apoio econômico e humanitário na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, acrescentou que tal apoio não pode ser um substituto para uma solução política para pôr fim à ocupação israelense.

O presidente Abbas também destacou a importância do trabalho da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e instou todos os países, assim como a Assembleia Geral, a apoiar a agência.


Comente

comentários