Jerusalém deve ser a capital tanto da Palestina quanto de Israel, diz Ban

Secretário Geral afirma que união é necessária para que Jerusalém volte a ser símbolo de paz para o mundo.

Secretário Geral afirma que união é necessária para que Jerusalém volte a ser símbolo de paz para o mundo

Se a paz no Oriente Médio está para ser alcançada, Jerusalém deve ser a capital dos dois Estados – Israel e Palestina –, vivendo lado a lado em paz e segurança, advertiu o Secretário-Geral Ban Ki-moon.

“Este é o caminho para o cumprimento tanto da visão do Conselho de Segurança (das Nações Unidas) quanto da Iniciativa Árabe de Paz, e é também o anseio pela paz de todo o mundo”, disse ele em uma mensagem ao Fórum Internacional de Jerusalém, em Rabat, no Marrocos, que ressaltou que a comunidade internacional não reconhece a anexação do leste de Jerusalém a Israel.

Ele citou como obstáculos para a paz os despejos contínuos em Israel e demolições de casas no leste de Jerusalém, o fim de instituições palestinas, a expansão dos assentamentos contrários ao direito internacional e ao plano de paz Mapa do Caminho, defendidos pelo Quarteto – ONU, União Europeia, Rússia e Estados Unidos – que busca uma solução para o conflito dos dois Estados.

Ele apelou a Israel e aos palestinos para a realização completa de “investigações independentes e credíveis” de acordo com as recomendações de uma comissão da ONU liderada pelo juiz Richard Goldstone, um ex-promotor de crimes de guerra em tribunais da ONU para a ex-Iugoslávia e Ruanda, que encontrou evidências de que ambos os lados cometeram graves crimes de guerra na Faixa de Gaza.

“Somente com uma solução de dois Estados, e a paz árabe-israelense, Jerusalém será totalmente restaurada ao seu devido lugar de símbolo de santidade, fraternidade e de paz para o mundo inteiro”, concluiu Ban.