Itaipu e PNUD promovem metas de desenvolvimento da ONU no oeste do Paraná

No Paraná, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) firmou uma parceria recente com a Itaipu Binacional para promover o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no oeste do estado. A iniciativa contempla 54 municípios da região e tem, como uma das áreas prioritárias, a segurança hídrica.

Vista aérea de usina da Itaipu Binacional. Foto: Flickr (CC)/International Hydropower Association

Vista aérea de usina da Itaipu Binacional. Foto: Flickr (CC)/International Hydropower Association

No Paraná, o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) firmou uma parceria recente com a Itaipu Binacional para promover o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no oeste do estado. A iniciativa contempla 54 municípios da região e tem, como uma das áreas prioritárias, a segurança hídrica.

O projeto da agência da ONU, chamado Oeste 2030, visa sensibilizar lideranças locais sobre os ODS e a Agenda 2030 — um conjunto de metas ambiciosas para eliminar a fome e a pobreza, promover o crescimento econômico, reduzir desigualdades sociais, combater as mudanças climáticas e preservar o meio ambiente. A cooperação com a Itaipu Binacional quer articular a atuação de governos, inciativa privada e terceiro setor para impulsionar essas metas.

Entre os desafios apontados como prioritários para o cumprimento da Agenda 2030 no oeste do Paraná, 48% têm vínculo direto com a segurança hídrica. Segundo o PNUD, a preponderância do tema é reflexo da conscientização promovida por vários projetos da Itaipu na região.

“Essa parceria com o PNUD reflete o compromisso que Itaipu Binacional tem com o desenvolvimento humano sustentável nacional, uma vez que estamos lidando com uma região de grande importância para o país”, afirma o gerente do Oeste 2030 no PNUD, Gabriel Vettorazzo.

Segurança hídrica e desenvolvimento sustentável

Com 170 km de comprimento e uma área de 1.350 km², o reservatório da usina de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, é importante não apenas por garantir o suprimento de 17% da energia do mercado brasileiro e 78% do paraguaio. Com seus 29 trilhões de litros d’água estocados, o lago fronteiriço também garante o abastecimento de municípios, é cenário para atividades de lazer e turismo e ainda permite a exploração de atividades econômicas como pesca e agropecuária.

Para garantir esses usos múltiplos, a Itaipu Binacional desenvolve uma série de iniciativas para garantir a segurança hídrica, ou seja, garantir que haja água em quantidade e qualidade suficientes para essas atividades, no longo prazo e de forma sustentável. Esses cuidados se estendem ainda ao reservatório e à bacia hidrográfica do entorno.

A Itaipu está encravada em uma das regiões mais produtivas do agronegócio no Brasil. Por isso, os corpos d’água que conectam o território com o reservatório estão sujeitos aos passivos ambientais da agropecuária, como agrotóxicos e dejetos de animais, além do solo descoberto que, devido à ação da chuva, pode acabar nos rios da região.

A fim de frear esses passivos, a Itaipu realiza ações como o terraceamento das áreas agrícolas — um processo que faz a drenagem correta das chuvas e aumenta a retenção de água no solo. A empresa incentiva o plantio direto, que também colabora para a retenção, diminuindo a necessidade de agrotóxicos e mantendo o solo coberto durante todo o ano. Outra frente de atuação são os estímulos ao uso dos dejetos da pecuária para a produção de biofertilizante e também de biogás — os resíduos podem virar insumo para energia térmica, elétrica e veicular.

A essas estratégias, somam-se outras iniciativas, como ações de educação ambiental, estímulo à agricultura orgânica e a adoção de sistemas de integração lavoura-pasto-floresta. A Itaipu também promove assistência técnica gratuita, readequação e cascalhamento de estradas rurais e recuperação e proteção de nascentes.

Considerando as áreas protegidas, a reserva e refúgios no Brasil e no Paraguai, bem como a faixa de proteção, a Itaipu preserva mais de 100 mil hectares de florestas, que respondem pelo armazenamento do equivalente a 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono.


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