Israel: especialista da ONU pede novas medidas legais por fim de ocupação ilegal da Palestina

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“Esta é a ocupação militar mais duradoura no mundo moderno e não mostra sinais de término”, disse Michael Lynk, relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Território Palestino Ocupado.

“O papel de Israel como ocupante no território palestino – Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental e Gaza – atravessou uma linha vermelha para a ilegalidade”, destacou.

Veículo das forças de segurança israelenses em um muro que separa os agricultores de Biddu de suas terras em na Seam Zone, como é chamada a área entre a linha do armistício de 1949 e a Barreira da Cisjordânia. Foto: Alaa Ghosheh/UNRWA

Veículo das forças de segurança israelenses em um muro que separa os agricultores de Biddu de suas terras em na Seam Zone, como é chamada a área entre a linha do armistício de 1949 e a Barreira da Cisjordânia. Foto: Alaa Ghosheh/UNRWA

Um especialista em direitos humanos das Nações Unidas pediu à comunidade internacional que responsabilize Israel por violações fundamentais do direito internacional durante 50 anos de ocupação.

“Esta é a ocupação militar mais duradoura no mundo moderno e não mostra sinais de término”, disse Michael Lynk, relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Território Palestino Ocupado.

“O papel de Israel como ocupante no território palestino – Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental e Gaza – atravessou uma linha vermelha para a ilegalidade”, destacou o relator, apresentando um relatório sobre a conduta de Israel à Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Em uma série de recomendações, Lynk propôs um estudo da ONU para avaliar a legalidade do papel de Israel como potência ocupante, preparando o caminho para que processos legais internacionais coloquem um fim na ocupação.

“As leis da ocupação são muito claras [em, afirmar] que a potência ocupante não pode tratar o território como próprio, nem pode fazer reivindicações de soberania. No entanto, este tem sido o padrão de Israel de governar o território palestino ocupado durante a maior parte dos seus 50 anos de governo”, afirmou o relator especial.

“O direito internacional é a promessa que os Estados afirmam entre si, e para seus povos, de que os direitos serão respeitados, as proteções serão honradas, os acordos e as obrigações serão satisfeitos e a paz com a justiça será prosseguida”, enfatizou o relator.

Acesse o relatório clicando aqui.


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