Islândia ocupa lugar deixado pelos EUA no Conselho de Direitos Humanos da ONU

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A Islândia foi pela primeira vez eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, preenchendo a vaga deixada pelos Estados Unidos, que se retirou no mês passado citando suposto viés político do órgão.

A Islândia não herda responsabilidades dos EUA, o que levanta questões sobre ações futuras em temas fundamentais de direitos humanos promovidos especificamente por Washington, como Sudão, Sudão do Sul e direito à liberdade de expressão.

Assento vago pelos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

Assento vago pelos Estados Unidos no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Jean-Marc Ferre

A Islândia foi pela primeira vez eleita para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, preenchendo a vaga deixada pelos Estados Unidos, que se retirou no mês passado citando suposto viés político do órgão.

O país nórdico foi eleito nesta sexta-feira (13) pela Assembleia Geral das Nações Unidas para atuar no Conselho com sede em Genebra, com vigência imediata até o final do próximo ano.

A Islândia não herda responsabilidades dos EUA, o que levanta questões sobre ações futuras em temas fundamentais de direitos humanos promovidos especificamente por Washington, como Sudão, Sudão do Sul e direito à liberdade de expressão.

Em 19 de junho, os EUA anunciaram sua decisão de deixar o Conselho. Autoridades norte-americanas acusaram o órgão de ser politicamente enviesado contra Israel, e criticaram o que disseram ser “a disposição do órgão em admitir nações que eram elas mesmas violadoras dos direitos humanos”.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, de acordo com a imprensa internacional, afirmou que a decisão não significou de forma alguma que o país estava recuando de seus compromissos de direitos humanos.

Em comunicado divulgado pelo porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, o secretário-geral António Guterres disse que preferiria “que os EUA permanecessem” no Conselho, e que o órgão intergovernamental de 47 membros era parte da “arquitetura de direitos humanos” da ONU, desempenhando importante papel na promoção e proteção desses direitos no mundo todo.

A próxima reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU está marcada para setembro.


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