Iraque deve agir de forma decisiva para evitar mais mortes de profissionais da imprensa, diz UNESCO

Agência da ONU afirma que número de profissionais de mídia mortos no país é fonte de grande preocupação e pede que autoridades levem os responsáveis à justiça.

Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Após a morte de mais dois repórteres no Iraque, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, reiterou nesta quarta-feira (12) que medidas decisivas devem ser tomadas para garantir a segurança dos profissionais de mídia no país.

Muthanna Abdul Hussein e Khaled Abed Thamer eram repórteres cinematográficos da TV Al-Iraqia. De acordo com a UNESCO, ambos foram mortos na explosão de um homem-bomba em um posto de controle na cidade de Hilla, em 9 de março.

“Condeno o assassinato de Muthanna Abdul Hussein e Khaled Abed Thamer”, disse Bokova . “O número de profissionais de mídia mortos no Iraque é uma fonte de grande preocupação”, afirmou a diretora-geral, reiterando seu pedido para que as autoridades garantam que os responsáveis pela morte de jornalistas sejam levados à justiça.

“É necessária uma ação decisiva para garantir que a mídia possa realizar o seu trabalho e o público possa se manter informado”, acrescentou Bokova.

Desde janeiro de 2013, Bokova já condenou as mortes de 18 jornalistas no Iraque.