Iraque: coordenadora da ONU destaca contraste da recuperação no leste e oeste de Mossul

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Enquanto no leste da cidade iraquiana de Mossul escolas e mercados começam a reabrir, bairros inteiros do oeste permanecem destruídos, e aproximadamente 250 mil pessoas não têm para onde retornar, disse uma oficial das Nações Unidas.

“A parte oriental é a cidade que está se recuperando, onde as pessoas estão em casa, as escolas estão abertas, assim como os negócios e os mercados. As condições não são ótimas, mas é uma cidade que está em reparação”, disse. Entretanto, a situação é muito diferente em Mossul ocidental: “nos 15 bairros completamente destruídos, há 230 mil civis oriundos desses distritos que não voltarão para casa em um futuro próximo”, declarou.

Mercado no leste de Mossul, no Iraque. Foto: OCHA/Kate Pond

Mercado no leste de Mossul, no Iraque. Foto: OCHA/Kate Pond

Enquanto no leste da cidade iraquiana de Mossul escolas e mercados começam a reabrir, bairros inteiros do oeste permanecem destruídos, e aproximadamente 250 mil pessoas não têm para onde retornar, disse uma oficial das Nações Unidas na terça-feira (8).

Em coletiva de imprensa em Genebra, a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, destacou o contraste entre o leste e o oeste da cidade.

“Mossul é como um conto de duas cidades. A parte oriental é a cidade que está se recuperando, onde as pessoas estão em casa, as escolas estão abertas, assim como os negócios e os mercados. As condições não são ótimas, mas é uma cidade que está em reparação”, disse.

Entretanto, a situação é muito diferente em Mossul ocidental, explicou Lise, que é também representante especial da Missão de Assistência das Nações Unidas no Iraque (UNAMI). “Nos 15 bairros completamente destruídos, há 230 mil civis oriundos desses distritos que não voltarão para casa em um futuro próximo”.

Ela afirmou ainda que Mossul foi o local da maior batalha urbana desde a Segunda Guerra Mundial. A cidade também testemunhou a maior desocupação gerenciada da história moderna, com quase 1 milhão de civis retirados do território.

No total, cerca de 3,3 milhões de iraquianos permanecem fora de suas casas, incluindo os que recentemente foram deslocadas de Mossul. Depois das primeiras ações militares para expulsar o Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIL) de Mossul, ela observou que há mais três operações militares esperadas: em Tal Afar; em Hawija e no Vale do Eufrates, província ocidental de Al-Anbar.

“Pensamos que, no final dessas operações militares, outros centenas de milhares de civis provavelmente serão deslocados. Assim como no encerramento da campanha militar anterior, possivelmente teremos em torno de 3,5 milhões de civis que precisarão ir para casa”, ressaltou.


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