Irã-EUA: Guterres promete ‘engajamento ativo’ em esforços para reduzir tensões

Após um ataque iraniano de mísseis balísticos às bases aéreas que abrigam forças norte-americanas no Iraque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quarta-feira (8) que “continua seu engajamento ativo” para diminuir as tensões e evitar uma guerra em grande escala.

“É nosso dever comum fazer todos os esforços para evitar uma guerra no Golfo que o mundo não pode pagar. Não devemos esquecer o terrível sofrimento humano causado pela guerra. Como sempre, as pessoas comuns pagam o preço mais alto”, concluiu Guterres.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala à imprensa na sede da ONU em Nova Iorque (foto de arquivo). Ele disse nesta quarta-feira (8) que é "dever comum" de todos evitar uma guerra no Golfo. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fala à imprensa na sede da ONU em Nova Iorque (foto de arquivo). Ele disse nesta quarta-feira (8) que é “dever comum” de todos evitar uma guerra no Golfo. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Após um ataque iraniano de mísseis balísticos às bases aéreas que abrigam forças norte-americanas no Iraque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta quarta-feira (8) que “continua seu engajamento ativo” para diminuir as tensões e evitar uma guerra em grande escala.

Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Guterres reiterou o “apelo fervoroso pela paz” que fez na segunda-feira (6), depois que as tensões aumentaram dramaticamente em toda a região do Golfo, após o assassinato do principal general iraniano, Qasem Soleimani, em um ataque dos Estados Unidos com drone.

O Irã disse que realizou o ataque de mísseis balísticos de terça-feira à noite contra duas bases aéreas usadas pelos EUA e outras forças da coalizão no Iraque em retaliação pelo assassinato do general nos arredores do aeroporto de Bagdá na sexta-feira (3).

O chefe da ONU repetiu sua mensagem de quatro pontos aos líderes mundiais: “Pare a escalada. Exercite a máxima moderação. Reinicie o diálogo” e “renove a cooperação internacional”.

“Esse apelo continua tão importante hoje quanto na segunda-feira. Por sua parte, o secretário-geral continuará seu engajamento ativo com os atores relevantes”, continuou a declaração.

“É nosso dever comum fazer todos os esforços para evitar uma guerra no Golfo que o mundo não pode pagar. Não devemos esquecer o terrível sofrimento humano causado pela guerra. Como sempre, as pessoas comuns pagam o preço mais alto”, concluiu Guterres.

Missão da ONU no Iraque pede ‘moderação urgente’

Citando os ataques com mísseis nas províncias de Erbil e Anbar, a Missão de Assistência da ONU no Iraque (UNAMI) disse que a ofensiva serviu “apenas para escalar conflitos e novamente violar a soberania iraquiana”.

O tweet da Missão continuou: “a violência sem sentido tem efeitos previsíveis. Apelamos à contenção urgente e à retomada do diálogo. O Iraque não deve pagar o preço por rivalidades externas.”

Solidariedade ao Iraque

Falando a jornalistas em Nova Iorque, o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric reiterou que “apoiamos muito a unidade, a soberania do Iraque”.

Ele disse que o chefe da ONU havia conversado por telefone na terça-feira (7) com o presidente do Iraque, Barham Salih, “para quem expressou a solidariedade das Nações Unidas e o apoio contínuo ao povo iraquiano”.

“A comunidade internacional deve apoiar o povo iraquiano na busca de criar condições para o diálogo político”, acrescentou.

Após discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quarta-feira, Dujarric acrescentou: “damos boas-vindas a qualquer indicação de que os líderes estejam evitando grandes confrontações e fazendo o que puderem para evitar qualquer nova escalada”.