Irã: especialistas da ONU alertam para relatos de defensoras de direitos humanos espancadas em cadeia

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Especialistas em direitos humanos da ONU expressaram em março preocupação com a contínua perseguição aos defensores dos direitos humanos no Irã, inclusive sobre relatos de que duas mulheres, renomadas defensoras dos direitos humanos, foram espancadas.

Atena Daemi está cumprindo pena de sete anos por seu trabalho em prol dos direitos humanos, incluindo acusações relacionadas à distribuição de panfletos contra a pena de morte e postagens no Facebook e Twitter criticando o histórico de execuções do país. Golrokh Ebrahimi Iraee está cumprindo pena de três anos por escrever uma história fictícia sobre o apedrejamento de mulheres à morte por adultério.

Foto: iranhumanrights.org

Foto: iranhumanrights.org

Especialistas em direitos humanos da ONU expressaram em março preocupação com a contínua perseguição aos defensores dos direitos humanos no Irã, inclusive sobre relatos de que duas mulheres, renomadas defensoras dos direitos humanos, foram espancadas.

Atena Daemi e Golrokh Ebrahimi Iraee foram transferidas da prisão de Evin para a prisão de Shahr-e Rey em 24 de janeiro desse ano, após terem sido submetidas a maus-tratos.

Em seguida, elas organizaram greves de fome em protesto contra seu tratamento. Em 12 de março, as duas defensoras teriam sida espancadas por guardas e depois transferidas para a ala geral da prisão.

Atena Daemi está cumprindo pena de sete anos por seu trabalho em prol dos direitos humanos, incluindo acusações relacionadas à distribuição de panfletos contra a pena de morte e postagens no Facebook e Twitter criticando o histórico de execuções do Irã.

Golrokh Ebrahimi Iraee está cumprindo pena de três anos por escrever uma história fictícia sobre o apedrejamento de mulheres à morte por adultério.

“Tentamos iniciar um diálogo com as autoridades sobre esta questão, sem sucesso. Pedimos a libertação imediata de Atena Daemi e Golrokh Ebrahimi Iraee, bem como a libertação de todos aqueles que foram presos por exercerem seus direitos à liberdade de expressão e reunião pacífica”, disseram os especialistas.

Eles também pediram às autoridades que garantissem que as duas mulheres tivessem acesso a cuidados médicos apropriados.

Os especialistas disseram que as ações têm ramificações mais amplas, incutindo um sentimento de medo e a criação de um ambiente hostil ao debate público e ao livre exercício dos direitos.

“Seus casos são ilustrativos de um padrão contínuo de assédio, intimidação e aprisionamento daqueles que realizam atividades pacíficas e legítimas na defesa dos direitos humanos e prisioneiros de consciência, muitas vezes por meio de acusações de segurança nacional vagamente redigidas ou excessivamente amplas”, afirmaram.

Os especialistas pediram às autoridades que promovessem uma investigação imediata e imparcial sobre as alegações de espancamentos e que assegurassem a punição por tais ações.


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