Investimento global na educação das mulheres é medida inteligente, diz Ban Ki-moon

Em evento agregado ao Fórum Econômico Mundial, Ban pede ajuda global para dar continuidade à luta global contra AIDS, malária e tuberculose.

Secretário-Geral fala em evento da iniciativa "Every Womam, Every Child" (ONU/ Eskinder DebebeO Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu ontem (27/1) aos líderes reunidos no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, que aumentem o investimento na saúde e na educação das mulheres para garantir o seu bem-estar e encorajar sua participação na economia mundial. O discurso ocorreu em um evento organizado pela iniciativa “Every Womam Every Child”, um esforço global para salvar as vidas de 16 milhões de mulheres e crianças.

Ban disse que “a comunidade financeira pode ajudar. Sua parceria é crucial para prevenir o sofrimento de mulheres. Ano passado mais de 300 mil mulheres morreram dando à luz. A maioria dessas mortes poderia ter sido prevenida”. Ban também pediu ajuda aos líderes financeiros na luta global contra o HIV/AIDS, malária e tuberculose.

No décimo aniversário do Fundo Global para a AIDS, Tuberculose e Malária, Ban disse que o Fundo contribuiu para aumentar a prevenção. E isso ajudou a criar um mundo onde quase sete milhões de pessoas vivem mais, com vidas mais saudáveis graças ao tratamento para HIV.

“O setor privado está posicionado singularmente. Por exemplo, as companhias de telecomunicações estão aproveitando suas redes para promover soluções de saúde para as mulheres que moram no campo. As companhias farmacêuticas estão produzindo remédios essenciais, disponíveis para aqueles que mais precisam”.

Durante a passagem em Davos, Ban encontrou o Presidente da Confederação da Suíça, o Primeiro-Ministro da Dinamarca, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil – com quem debateu sobre a Rio+20 -, o Primeiro-Ministro do Quênia – com quem discutiu a situação da Somália, Sudão e Sudão do Sul – e com o Primeiro-Ministro do Reino Unido, com quem discutiu sobre a Conferência de Londres sobre a Somália.