‘Investimento do Chile na redução do risco de desastres compensou’, afirma ONU

Para a chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastre, Margareta Wahlström, o investimento em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta precoce e de planejamento urbano ajudaram a minimizar o número de vítimas após terremoto de 8,3 de magnitude.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet visitou a costa de Coquimbo e falou com as vítimas do terremoto e do tsunami. Foto: Governo do Chile

A presidente do Chile, Michelle Bachelet visitou a costa de Coquimbo e falou com as vítimas do terremoto e do tsunami. Foto: Governo do Chile

A chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), Margareta Wahlström, felicitou nesta quarta-feira (17) o governo chileno pelos seus esforços bem sucedidos para reduzir o risco de desastres e minimizar o número de vítimas do terremoto de 8,3 de magnitude e tsunami que ocorreu na terça-feira (16).

“O investimento do Chile em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta precoce e de planejamento urbano garantiram que o número de vítimas tenha sido baixo nesta ocasião, apesar da intensidade do terremoto”, disse Wahström.

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), as autoridades chilenas declararam como área de desastres as províncias de Choapa e Coquimbo após o terremoto, que provocou a morte de oito pessoas.

“Avisos precoces têm sido muito eficazes para salvar vidas e o mecanismo do país que assegura o cumprimento dos códigos de construção também mostrou resultados. A evacuação de um milhão de pessoas garantiu que não houve a repetição da perda de vidas que aconteceu há cinco anos, quando 523 pessoas morreram.”

Ela acrescentou que o fato de um milhão de pessoas terem sido evacuadas da região por ameaças de altas ondas e inundações mostra a crescente exposição a riscos naturais de pessoas que vivem cada vez mais em áreas costeiras e bacias hidrográficas. A elevação do nível do mar e o aquecimento dos oceanos agravam esse problema nas zonas marítimas urbanas.

Chile está entre os países mais propensos a desastres que desempenharam um papel fundamental na formulação do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres, um plano global para reduzir as perdas por desastre, adotada no início deste ano em uma Conferência Mundial das Nações Unidas.