Integração de migrantes, refugiados, retornados e apátridas foi tema de encontro em Brasília

Com apoio do ACNUR, representantes de mais de 50 entidades de todo o Brasil reuniram-se para discutir e propor a mecanismos efetivos de integração destes segmentos da população.

Foto: ACNUR/T.Vieira

Foto: ACNUR/T.Vieira

Para debater os desafios e contribuir com propostas para a integração de migrantes, refugiados, brasileiros retornados e apátridas no Brasil, o Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) realizaram entre 7 e 9 de maio, em Brasília, o IX Encontro Nacional das Redes de Proteção.

O evento reuniu cerca de 50 entidades de todo o país, envolvidas com a atenção a migrantes e refugiados que vivem no Brasil e associadas à Rede Solidária para Migrantes e Refugiados, coordenada pelo IMDH.

Com o tema “Migrantes, Refugiados, Retornados e Apátridas: os Desafios da Integração”, o encontro buscou avaliar a conjuntura e os aportes existentes para cada uma destas populações e formular propostas para melhorar seu acesso aos benefícios sociais, além de sua efetiva integração à sociedade brasileira.

Segundo Rosita Milesi, diretora do IMDH e anfitriã do evento, estes grupos têm suas especificidades, mas um universo comum de necessidades. “São pessoas em situação social vulnerável que quando chegam aqui no Brasil precisam de mecanismos que as ajude a recomeçar”, disse na abertura do evento.

Para o Represente do ACNUR no Brasil, Andrés Ramirez, o encontro das redes é uma oportunidade única de “trocar experiências com as entidades que lá na ponta acolhem e conhecem a realidade das vítimas de violência e de situações econômicas muito difíceis”.

Ele explicou que ao longo do tempo o mandato do ACNUR –- que inicialmente abarcava somente refugiados –- foi alterado para incluir outras categorias de pessoas que também precisam de proteção, como deslocados internos em razão de conflitos e apátridas. Estes últimos –- cuja situação também é tema do encontro das redes –- são pessoas sem nacionalidade reconhecida por nenhum país e por isso são totalmente alijadas de seus direitos civis e sociais.

Além do IMDH, a sessão de abertura teve a participação de Ramirez, do Presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), Paulo Abrão, do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Leonardo Steiner, e do Embaixador do Haiti no Brasil, Madsen Cherubin.

Saiba mais detalhes do encontro em http://bit.ly/13mthXE