Integração de imigrantes no mercado de trabalho europeu deve ser expandida em longo prazo, diz OIT

Políticas de integração direcionadas essencialmente ao momento de entrada de imigrantes no mercado de trabalho resultou em uma dificuldade de possibilitar progressão de carreira ao longo do tempo.

Imigrantes chegando à Ilha de Lampedusa, na Itália, depois de atravessar o Mediterrâneo em embarcação em péssimas condições. Foto: ACNUR/F. Noy

Imigrantes chegando à Ilha de Lampedusa, na Itália, depois de atravessar o Mediterrâneo em embarcação em péssimas condições. Foto: ACNUR/F. Noy

Em meio ao cenário europeu de envelhecimento da população e de persistente queda do crescimento econômico, ainda são poucos os governos que mobilizam esforços suficientes para facilitar que imigrantes deixem empregos precários para ocupar trabalhos dignos, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Instituto de Políticas de Migração publicado nesta terça-feira (18).

De acordo com o documento, alguns países fizeram investimentos significativos em políticas de integração no mercado de trabalho durante a última década. Porém, os esforços direcionados essencialmente à entrada dos imigrantes no mercado resultou na dificuldade em possibilitar a progressão de carreira ao longo do tempo.

A defasagem nos índices de emprego entre trabalhos nativos e estrangeiros aumentaram desde o início da crise econômica global, afetando especialmente mulheres, imigrantes fora da União Europeia e migrantes que não possuem vistos específicos para o trabalho.

Apesar das inovações promissoras em alguns países, não existe solução rápida para a estagnação de imigrantes no desemprego ou em trabalhos de baixa qualificação, disse a especialista da OIT Christiane Kuptsch. No entanto, o fortalecimento da coerência entre as políticas de migração e de emprego pode render benefícios ao trabalhadores migrantes, aos empregadores e ao mercado de trabalho.

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