Instituições de Indonésia e Zimbábue recebem prêmio da UNESCO sobre educação de meninas e mulheres

Projeto da Indonésia afirma que, para melhorar o acesso de meninas à educação de qualidade em longo prazo, é fundamental instituir uma política de discussão de gênero desde o nascimento até o fim da primeira idade, aos oito anos. Em Zimbábue, iniciativa busca estabelecer políticas contra o assédio sexual em instituições de ensino superior.

Foto: UNESCO/Florence Migeon

Foto: UNESCO/Florence Migeon

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, anunciou na semana passada os nomes das duas organizações contempladas na primeira edição do Prêmio UNESCO para Educação de Meninas e Mulheres.

São elas o Diretório de Educação Infantil do Ministério da Educação e Cultura da República da Indonésia e o Fundo da Rede de Alunas do Zimbábue. Ambas as organizações são reconhecidas pelo caráter inovador de seus projetos.

O Diretório de Educação Infantil foi premiado pela iniciativa “Melhorias no Acesso e na Qualidade da Educação para Meninas por meio da Educação Infantil com base comunicativa e de Discussão de Gênero na Primeira Idade”.

O projeto é fundamentado na teoria de que, para melhorar o acesso de meninas à educação de qualidade em longo prazo, é fundamental instituir uma política de discussão de gênero desde o nascimento até o fim da primeira idade, aos oito anos.

A meta é aumentar a participação de meninas na sala aula e elevar a confiança delas. Paralelamente, o projeto busca envolver a comunidade e os governos locais de maneira consciente e holística.

O Fundo da Rede de Alunas (Harare, Zimbábue) é reconhecido pelo programa “Empoderamento de Alunas do Ensino Superior por meio de Programas de Desenvolvimento de Liderança e de Orientação”.

A iniciativa surgiu a partir de um estudo de base que explorou indicadores, predominância e níveis de consciência de assédio sexual dentro de ambientes de aprendizado, em particular na área de educação.

A pesquisa argumenta que as autoridades devem se responsabilizar em criar um ambiente de aprendizado favorável a meninas e mulheres, além de estabelecer políticas contra o assédio sexual em instituições de ensino superior.

A organização trabalha ao lado do Ministério de Direitos da Mulher e do Ministério do Ensino Superior e advoga em prol de políticas públicas. O Fundo da Rede de Alunas também oferece tratamento psicológico, suporte legal e programas de orientação.

Cada uma das organizações receberá um prêmio no valor de 50 mil dólares durante uma cerimônia oficial em Pequim (China), como parte do Seminário Internacional sobre Educação de Meninas e Mulheres, que será realizado entre os dias 4 e 7 deste mês. O Prêmio é financiado pelo governo chinês.

Em 2005, o Conselho Executivo da UNESCO criou o Prêmio UNESCO para Educação de Meninas e Mulheres para honrar contribuições e iniciativas exemplares no campo da educação de meninas e mulheres. É a primeira premiação da Organização relacionada a esse tema. O Prêmio contribui para que se alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) quatro (educação) e cinco (igualdade de gênero).

O Prêmio também contempla as prioridades globais da Organização destacadas no documento de Estratégia a Médio prazo para 2014-2021 (em inglês) e no Plano de Ação para a Prioridade da Igualdade de Gênero para 2014-2021 (em inglês).