Instalação do UNICEF em NY mostra escala dos assassinatos de crianças em conflitos

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou no domingo (8) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação que mostra a escala devastadora dos assassinatos de crianças em zonas de conflito durante o ano de 2018.

A exposição apresenta 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda de uma criança por conta de conflitos armados. De acordo com relatório recente, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em zonas de conflito no ano passado – o número mais alto desde que as Nações Unidas começaram a monitorar e denunciar essa grave violação.

A instalação, que fica exposta até esta terça-feira (10), é uma mensagem para que líderes mundiais atuem, em um momento em que crianças de muitas partes do mundo retornam às aulas. Também ocorre às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou no domingo (8) na sede da ONU, em Nova Iorque, uma instalação que mostra a escala devastadora dos assassinatos de crianças em zonas de conflito durante o ano de 2018.

A exposição apresenta 3.758 mochilas em fileiras que lembram um cemitério, cada uma representando a perda de uma criança por conta de conflitos armados.

A instalação, que fica exposta até esta terça-feira (10), é uma mensagem para que líderes mundiais atuem, em um momento em que crianças de muitas partes do mundo retornam às aulas. Também ocorre às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Depois que a instalação for desativada, as mochilas vão continuar sua jornada para apoiar a educação de crianças.

“As mochilas do UNICEF sempre foram um símbolo de esperança e possibilidade de infância”, disse a diretora-executiva do UNICEF, Henrietta Fore. “Em apenas duas semanas, os líderes mundiais reunidos na Assembleia Geral da ONU celebrarão o trigésimo aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança. Esta instalação deve lembrá-los do que está em jogo.”

De acordo com o Relatório Anual de 2019 do Secretário-Geral sobre Crianças e Conflitos Armados, mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em zonas de conflito no ano passado – o número mais alto desde que as Nações Unidas começaram a monitorar e denunciar essa grave violação. Esses são apenas incidentes verificados – é provável que os números reais sejam muito maiores. O UNICEF estima que em um quarto desses eventos crianças morreram.

Nos conflitos em curso em Afeganistão, Iêmen, República Centro-Africana, Síria, Somália, Sudão do Sul e outros países, as crianças pagam o preço mais alto da guerra. O uso contínuo e generalizado de armas explosivas — como ataques aéreos, minas terrestres, morteiros, dispositivos explosivos improvisados, ataques com foguetes, bombas de fragmentação, projéteis de artilharia — atinge crianças nos conflitos armados.

“Como muitas crianças voltam às aulas nesta semana, estamos chamando a atenção para milhares delas que foram mortas em zonas de conflito e cuja trágica perda será sentida para sempre em suas casas, salas de aula e comunidades em todo o mundo”, disse Fore. “Os ganhos notáveis alcançados para as crianças nos últimos 30 anos mostram claramente o que podemos fazer se aproveitarmos a vontade política de colocar as crianças em primeiro lugar.”