População da República Centro-Africana sofre com conflitos políticos e fome

Na RCA, 440 mil pessoas permanecem deslocadas e 190 mil buscaram refúgio no exterior. Foto: OCHA/Gemma Cortes

A situação de segurança imprevisível e hostil na República Centro-Africana (RCA) está começando a provocar graves consequências na população do país que precisa, com urgência, de ajuda humanitária, afirmou nesta quarta-feira (14) a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Elisabeth Byrs, na sede da entidade em Roma (Itália).

Um novo estudo do PMA sobre situação de segurança alimentar na RCA diz que 30% da população, ou 1,5 milhão de pessoas, estão vivendo entre uma moderada a uma grave situação de segurança alimentar.

O relatório – com base em dados coletados de 2.166 famílias e abrangendo todas as prefeituras do país entre os dias 13 e 25 de setembro de 2014 – avalia como a agência da ONU pode responder melhor às necessidades atuais da população da RCA.

Além disso, mapeia os efeitos negativos em longo prazo que a insegurança alimentar pode ter no crescimento das crianças e na renda das pessoas, observando que os deslocados que vivem com famílias de acolhimento e em campos de refugiados estão entre os grupos mais vulneráveis.

Mais de dois anos de guerra civil e violência sectária deslocaram milhares de pessoas no país africano. De acordo com estimativas da ONU, cerca de 440 mil pessoas permanecem deslocadas no interior do país, enquanto 190 mil buscaram refúgio em outros países.