Iniciativa da ONU e parceiros trata e previne câncer de colo do útero em países africanos

Estudos mostram que as mulheres vivendo com HIV têm entre quatro e cinco vezes mais chances de desenvolver câncer invasivo de colo do útero. No entanto, a doença pode ser evitada por meio da exames e do tratamento precoce de lesões pré-cancerosas.

Uma nova parceria de 30 milhões de dólares com o objetivo de ajudar a acabar com o câncer de colo do útero, liderada por Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da AIDS (PEPFAR), Instituto George W. Bush e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) vai acelerar os esforços capazes de salvar vidas em oito países africanos.

A detecção e o tratamento precoce do câncer de colo do útero podem aumentar drasticamente a chance de sobrevivência de uma mulher. Foto: UNAIDS

A detecção e o tratamento precoce do câncer de colo do útero podem aumentar drasticamente a chance de sobrevivência de uma mulher. Foto: UNAIDS

Estudos mostram que as mulheres vivendo com HIV têm entre quatro e cinco vezes mais chances de desenvolver câncer invasivo de colo do útero. No entanto, a doença pode ser evitada por meio da exames e do tratamento precoce de lesões pré-cancerosas.

A detecção e o tratamento precoce do câncer de colo do útero podem aumentar drasticamente a chance de sobrevivência de uma mulher — as mulheres com lesões pré-invasivas têm uma taxa de sobrevida de cinco anos de quase 100%.

Uma nova parceria de 30 milhões de dólares com o objetivo de ajudar a acabar com o câncer de colo do útero, liderada por Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da AIDS (PEPFAR), Instituto George W. Bush e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) vai acelerar os esforços capazes de salvar vidas em oito países africanos.

Devido à alta prevalência do HIV na África Subsaariana, e porque as mulheres da região não são examinadas ou tratadas tão cedo ou com a mesma frequência que as mulheres em outras partes do mundo, o câncer de colo do útero continua sendo o tipo de câncer mais fatal em mulheres na região.

Para abordar o risco desproporcional entre mulheres vivendo com HIV e a necessidade de aumentar as taxas de triagem e tratamento na África Subsaariana, o PEPFAR, o Instituto George W. Bush e o UNAIDS anunciaram recentemente a Parceria para Acabar com a AIDS e o Câncer de Colo do Útero.

A iniciativa foi concebida para eliminar de maneira eficaz a doença entre as mulheres que vivem com HIV na África Subsaariana dentro do espaço de tempo de uma geração. “Quando confrontamos o sofrimento — quando salvamos vidas —, oferecemos um respiro de esperança a populações devastadas, fortalecemos e estabilizamos a sociedade e tornamos nosso país e o mundo mais seguros”, disse o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

“Nesta semana, estamos anunciando a próxima fase de nossa parceria com o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da AIDS e com o UNAIDS: um plano para eliminar efetivamente o câncer de colo do útero entre mulheres vivendo com HIV dentro do espaço de tempo de uma geração.”

A parceria focará seu trabalho em oito países da África Subsaariana onde a prevalência do HIV e do câncer de colo do útero são altos — Botsuana, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia e Zimbábue. Há cerca de 6 milhões de mulheres vivendo com HIV nesses oito países. Mais de 100 mil mulheres são diagnosticadas anualmente com câncer de colo do útero na África Subsariana.

“A parceria nos permitirá examinar e tratar lesões pré-cancerosas entre as mulheres que vivem com HIV como nunca antes”, disse o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé. “A nova estratégia da parceria, que inclui o rastreamento do câncer de colo do útero a cada dois anos entre mulheres vivendo com HIV com mais de 30 anos, visa reduzir a incidência do câncer de colo do útero em 95% nesta população em oito países da África Subsaariana”.

A parceria engajará os governos de cada um dos países para garantir que as mulheres e meninas vivendo com HIV sejam uma prioridade dos programas nacionais de prevenção e controle do câncer de colo do útero. Além disso, também irá impulsionar o poder de advocacy das primeiras-damas, ministros, sociedade civil, líderes globais de saúde e financiadores para melhorar os esforços de implementação e acelerar o progresso rumo ao objetivo de acabar com o câncer de colo do útero.

“Graças à generosidade do povo americano, o Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da AIDS salvou a vida de milhões de mulheres vivendo com HIV em todo o mundo”, disse a coordenadora global de AIDS dos Estados Unidos e representante especial para diplomacia da Saúde Global, Deborah Birx. “Devemos garantir que essas mulheres — mães, filhas, tias e avós — que estão vivendo com HIV e prosperando, não sucumbam ao câncer de colo do útero”.

A nova parceria é baseada nos esforços bem-sucedidos da iniciativa Pink Ribbon Red Ribbon. Desde a sua criação em 2011, a Pink Ribbon Red Ribbon e seus parceiros examinaram mais de meio milhão de mulheres para o câncer de colo do útero em Botsuana, Etiópia, Tanzânia e Zâmbia, trataram quase 32 mil mulheres com lesões pré-cancerosas e vacinaram quase 150 mil meninas de 9 a 13 anos contra o papilomavírus humano (HPV) tipo 2.


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