Iniciativa brasileira de apoio a pequenos agricultores vira modelo internacional para combater fome

Décimo aniversário do Programa de Aquisição de Alimentos do Brasil e Ano Internacional da Agricultura Familiar são temas de seminário internacional em Brasília.

Foto: União Africana

Foto: União Africana

Representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e de autoridades brasileiras, latino-americanas e africanas se reuniram em um seminário em Brasília na quarta-feira (5) para celebrar o Ano Internacional da Agricultura Familiar e os 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A iniciativa foi criada em 2003 para ampliar o mercado para os pequenos agricultores brasileiros, cujos produtos são vendidos em associações, prefeituras e outras instituições credenciadas ao projeto para garantir renda e melhores condições de vida.

“O PAA foi criado dentro de um espírito inovador com uma meta ousada para superar a fome que existia no nosso país. Hoje conseguimos superar a fome, agora nossa meta é acabar com a miséria e o PAA pode ajudar muito”, ressaltou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Segundo o diretor-geral da FAO, José Graziano, as políticas públicas brasileiras contra a fome têm se destacado mundialmente. “O Brasil é referência mundial no combate à fome e à miséria. E o país não tem se negado à responsabilidade de compartilhar seu conhecimento”, destacou.

O PAA, especificamente, tem sido adotado por países da América Latina e da África, cujos representantes estavam presentes no seminário para debater e trocar as experiências do programa em suas respectivas regiões.

“O modelo brasileiro tem demonstrando bastante eficácia em outros países. Esperamos que essas inciativas contribuam de forma exemplar no combate à fome, que ainda atinge 842 milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

“O Ano Internacional da Agricultura Familiar foi escolhido pela ONU dentro dessa perspectiva, já que é um setor responsável por mais de 70% do que se é consumido diariamente”, acrescentou.