Iniciativa apoiada pela ONU busca permitir aos cegos maior acesso às publicações

Em uma iniciativa inédita apoiada pelas Nações Unidas, as pessoas que não podem enxergar e aquelas que têm outras formas de deficiência visual terão acesso a obras publicadas através de editoras intermediárias que irão criar formatos acessíveis de publicações e compartilhá-las com as bibliotecas especializadas. O novo acordo foi anunciado no último sábado (23/10) na reunião da Organização Mundial de Propriedade Intelectual na capital indiana, Nova Deli.

Símbolo da OMPI, que em inglês chama-se "World Intellectual Property Organization".Em uma iniciativa inédita apoiada pelas Nações Unidas, as pessoas que não podem enxergar e aquelas que têm outras formas de deficiência visual terão acesso a obras publicadas através de editoras intermediárias que irão criar formatos acessíveis de publicações e compartilhá-las com as bibliotecas especializadas.

O novo acordo foi anunciado no último sábado (23/10) na reunião da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) na capital indiana, Nova Deli.

Estima-se que apenas 5% de um milhão de títulos impressos do mundo que são publicados a cada ano são acessíveis a cerca de 340 milhões em todo o mundo que são cegos, deficientes visuais ou que vivem com deficiências que as impedem de ler. Organismos internacionais especializados, tais como bibliotecas para cegos, assumiram a tarefa de adaptar os livros para o Daisy, Braille e outros formatos digitais especiais de alto custo.

“A OMPI tem o prazer de anunciar o lançamento desta colaboração inovadora e sem precedentes entre o setor privado e organizações de interesse público que visa facilitar o acesso às obras publicadas por deficientes visuais”, disse o Diretor-Geral da OMPI, Francis Gurry, que participou da reunião em Nova Deli. “O sucesso deste projeto – que representa uma efetiva parceria mundial para o desenvolvimento – exigirá o empenho e o investimento de todos os envolvidos”.

Através de uma gama de serviços de biblioteca e ofertas de editoras, a nova iniciativa visa garantir que as pessoas com deficiência visual ou outras dificuldades de leitura tenham acesso aos trabalhos publicados da mesma forma que pessoas sem deficiências, tanto nos países em desenvolvimento como nos desenvolvidos.