Índice de preços dos alimentos da FAO cai em novembro com alta oferta de cereais

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Os preços mundiais dos alimentos caíram levemente em novembro, já que a baixa de preços dos produtos lácteos compensou um forte aumento do açúcar e dos azeites vegetais, segundo o último índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado no início de dezembro (7).

Venda de cereais em São Paulo. Foto: FAO/Giuseppe Bizzarri

Venda de cereais em São Paulo. Foto: FAO/Giuseppe Bizzarri

Os preços mundiais dos alimentos caíram levemente em novembro, já que a baixa de preços dos produtos lácteos compensou um forte aumento do açúcar e dos azeites vegetais, segundo o último índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), publicado no início de dezembro (7).

O índice teve uma média de 175,8 pontos em novembro, queda de 0,5% na comparação com o mês anterior, mas ainda 2,3% acima do registrado um ano antes.

A FAO também revisou para cima sua previsão para a produção de cereais, e espera agora que as ofertas globais cheguem a quase 3,3 bilhões de toneladas, um teto histórico.

O índice de preços dos alimentos da FAO é uma medida de variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentícios.

A queda de novembro foi provocada por uma baixa mensal de 4,9% do índice de preços dos produtos lácteos, com redução dos preços de manteiga, queijo, leite em pó integral e desnatado.

Por outro lado, o índice de preços do açúcar da FAO subiu 4,5% em caráter mensal, devido sobretudo a uma queda nas exportações brasileiras e à preocupação de que uma maior firmeza dos preços do petróleo destine mais açúcar à produção de etanol.

O índice de preços dos azeites vegetais da FAO subiu 1,2%, liderado pelos aumentos do azeite de soja, enquanto os preços do óleo de palma diminuíram, devido a níveis de estoques mais altos que o esperado na Malásia.

O índice de preços da carne da FAO manteve-se praticamente estável na medida em que os preços da carne de boi subiam e os da carne de porco caíam.

Por sua vez, o índice de preços dos cereais teve um pequeno aumento em novembro, liderado por um incremento de 1,1% nas cotações internacionais de arroz.

Maior produção e estoques de cereais

A FAO elevou sua previsão para a produção mundial de cereais, para 2,62 bilhões de toneladas, cerca de 13,4 milhões de toneladas a mais na comparação com as projeções de outubro, com a maior parte do aumento derivado de estimativas mais altas sobre os rendimentos do milho nos Estados Unidos e um notável aumento das semeaduras de milho na Indonésia.

A produção mundial de trigo está prevista agora para 754,8 milhões de toneladas, enquanto a de arroz deve ficar em 500,8 milhões, ambas abaixo de seus níveis recordes de 2016.

Paralelamente, a expectativa é de que a utilização total mundial de cereais aumente 1,2% na safra 2017/18, chegando a 2,6 bilhões de toneladas, com mais arroz e trigo destinados ao consumo humano direto e mais cereais secundários para alimentar o gado.

Os estoques mundiais de cereais subirão para um nível recorde de 726 milhões de toneladas, segundo a última projeção da FAO. Espera-se que os estoques mundiais de trigo e milho alcancem também níveis recordes.

Calcula-se que os abundantes estoques elevarão o coeficiente entre estoques mundiais de cereais e utilização para 27,3% no fim da safra 2017/18, seu nível mais alto dos últimos 16 anos.


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