Incidentes contra oposição no Fiji preocupam Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos

Segundo Navi Pillay, críticos do governo sofrem formas de intimidação como acusações criminais e detenções arbitrárias. Apesar das críticas, ela elogiou o fim do estado de emergência.

Se por um lado a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, elogiou o fim do estado de emergência em Fiji, ela mostrou preocupação com os recentes incidentes contra críticos do governo do Primeiro-Ministro Josaia V. Bainimarama. Segundo Pillay, membros da oposição sofrem com acusações criminais, detenções arbitrária e outras formas de intimidação.

“Silenciar críticas com medidas tão duras é uma violação das normas internacionais de direitos humanos. Peço que o governo respeite o Estado de Direito e que a crise abra espaço para a sociedade civil se manifestar sem medo”, afirmou a Alta Comissária.

Apesar das críticas, Navi Pillay defendeu que o fim do estado de emergência é um “passo na direção certa” para a Nação no Pacífico. Ela também citou alterações na Lei de Ordem Pública anunciadas pelo Primeiro-Ministro do Fiji. Sua expectativa com as alterações são duas: o cumprimento do respeito das normas de direitos humanos e o fim das restrição no regulamento de emergência pública.

“Com Fiji se preparando para fazer sua constituição e realizar eleições, estou ansiosa para ver um ambiente no qual pessoas comuns e organizações civis possam participar plenamente”, completou.