Igualdade de oportunidades é a chave para desenvolvimento sustentável urbano

A Diretora-Executiva do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos diz que fornecer aos moradores das cidades oportunidades iguais em serviços sociais, inclusive meios de subsistência e moradia, é a chave para assegurar o desenvolvimento sustentável de áreas urbanas.

A Diretora-Executiva do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) afirmou que fornecer aos moradores das cidades oportunidades iguais em serviços sociais, inclusive meios de subsistência e moradia, é a chave para assegurar o desenvolvimento sustentável de áreas urbanas. Além de a exclusão poder ser uma receita para a revoltas nas cidades.

Em muitos dos países em desenvolvimento, 60% das pessoas tem menos de 30 anos. São precisas políticas sócio-econômicas claras para incluí-los, proporcionar-lhes meios de subsistência, educação e formação profissional. “A inclusão é capacitação dos marginalizados. Inclusão é olhar para os grupos desfavorecidos, normalmente mulheres, os jovens”, afirmou Anna Tibaijuka, Diretora-Executiva do ONU-HABITAT em entrevista em inglês para o Centro de Notícias da ONU.

Tibaijuka falou também da necessidade de resolver a divisão urbana, lamentando o fato de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo ainda viver em favelas e assentamentos precários, sem acesso a serviços básicos como água potável, saneamento e habitação. Moradores de favelas frequentemente não possuem segurança de posse da terra onde tinham se estabelecem e, muitas vezes, não têm acesso à Justiça se suas casas forem destruídas pelas autoridades municipais.

O planejamento urbano também deve levar em consideração os fatores ambientais, principalmente os desafios impostos pelos efeitos das alterações climáticas, disse Tibaijuka, apontando a necessidade de medidas destinadas a atenuar as consequências das catástrofes naturais. Ela identificou outro importante pilar do assentamento humano sustentável: a criação de empregos e trocas regionais e internacionais.

Ela saudou o fato de o ONU-HABITAT ajudou, desde 2000, a tornar possível a melhoria de condições de vida de aproximadamente 100 milhões de moradores de favela, bem como o fornecimento melhores abrigos, conforme meta determinada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM (MDGs, na sigla em inglês) em relação aos abrigos. Mas lamentou que 60 milhões de outras pessoas se mudaram para favelas durante o mesmo período. “A meta deve ser reduzir pela metade a proporção de pessoas vivendo em favelas e assentamentos precários”, disse Tibaijuka.