Iêmen: UNICEF beneficia cerca de 9 milhões de pessoas com transferência de renda

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirmou que entregou assistência financeira neste mês para quase 9 milhões de pessoas no Iêmen, onde uma guerra civil já deixou 80% da população — em torno de 24 milhões de cidadãos — em necessidade de ajuda humanitária.

Criança iemenita é examinada em centro de nutrição. Foto: UNICEF/Al Ghabri

Criança iemenita é examinada em centro de nutrição. Foto: UNICEF/Al Ghabri

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) afirmou que entregou assistência financeira neste mês para quase 9 milhões de pessoas no Iêmen, onde uma guerra civil já deixou 80% da população — em torno de 24 milhões de cidadãos — em necessidade de ajuda humanitária.

Desde agosto de 2017, a agência da ONU disponibiliza, a cada trimestre, em torno de 30 dólares, pagos na moeda local, para cerca de 1,5 milhão de famílias. A mais recente rodada de distribuição da assistência financeira começou em 16 de junho e terminou em 15 de julho.

“Com o dinheiro que recebo do projeto, compro trigo, açúcar, óleo e outros alimentos. Embora a quantia não seja grande, cobre gastos de vida e alimentação”, conta a iemenita Fatima Hussain Al-Tayari, viúva de 55 anos e mãe de cinco filhos. Ela e as crianças vivem nos arredores da capital do Iêmen, Sanaa.

A maioria das famílias no país esgotou seus recursos financeiros. Para lidar com a miséria, muitos iemenitas se viram forçados a casar suas filhas e filhos ainda menores de idade ou a colocar as crianças para trabalhar.

O UNICEF afirmou que a assistência financeira ajuda as famílias a sobreviver, mas “para aliviar o sofrimento das crianças, a guerra precisa acabar, a fim de permitir a recuperação e a volta para uma vida normal”.

“Neste meio tempo, a comunidade internacional deve continuar fornecendo os recursos necessários para responder às necessidades urgentes de crianças em todos os setores”, completou o organismo internacional.

O projeto de transferência emergencial de renda é financiado pelo Banco Mundial, por meio da Associação Internacional de Desenvolvimento. A iniciativa recebe contribuições do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), através de um fundo de múltiplos doadores do Banco Mundial. A estratégia é cofinanciada também pelo escritório do Departamento de Estado dos EUA para Assuntos do Oriente Próximo.


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