Hepatite ‘E’ já matou 16 refugiados no Sudão do Sul

Agências da ONU e parceiros estão trabalhando para controlar a disseminação da doença, que já teve 23 casos confirmados e mais de 250 suspeitos.

Uma refugiada sudanêsa com a filha no acampamento Gendrassa, onde uma pessoa morreu de hepatite E. Foto: ACNUR / B. Sokol.As Nações Unidas estão trabalhando com o Governo do Sudão do Sul e outros parceiros para controlar a propagação da hepatite E, que já matou 16 refugiados em três campos no país.

De acordo com o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), há 23 casos confirmados de hepatite E nos acampamentos de Jamam, Batil Yusuf e Gendrassa, localizados no nordeste do país. Somente no primeiro, onde 13 das mortes ocorreram, foram registrados, desde julho, 255 casos de síndrome de icterícia, que pode ser um sintoma da hepatite E.

O ACNUR e a Organização Mundial de Saúde (OMS) estão trabalhando para a melhoria do saneamento nos campos, aumentando a quantidade de água potável disponível e promovendo melhorias nas práticas de higiene nos campos, aconselhando os refugiados a evitar beber água não tratada, comer alimentos crus ou alimentos lavados em água suja, uma vez que a tramissão da hepatite E se dá pela ingestão de alimentos ou água contaminada com fezes.

Há cerca de 170 mil refugiados sudaneses atualmente no Sudão do Sul, mais da metade deles localizados no estado do Alto Nilo. Eles chegaram fugindo de conflitos e da escassez de alimentos nos últimos meses. O ACNUR está buscando 186 milhões de dólares em financiamento para fornecer assistência aos refugiados. No entanto, a agência recebeu apenas 40% deste valor até agora.