Haiti: Missão das Nações Unidas ajuda a prender 30 criminosos foragidos desde o terremoto

Forças de Paz da ONU auxiliaram a polícia local do Haiti na captura de 30 criminosos que escaparam da prisão durante o catastrófico terremoto ocorrido em janeiro e que, em seguida, se infiltraram no campo das Pessoas Internamente Deslocadas (IDP), na capital do país, Porto Príncipe. Outras agências presentes no país reforçaram ações sociais.

Uma visão da Penitenciária Nacional Haitiana em Porto Príncipe, após o terremoto que atingiu o Haiti em 12 de janeiro de 2010Forças de Paz da ONU auxiliaram a polícia local do Haiti na captura de 30 criminosos que escaparam da prisão durante o catastrófico terremoto ocorrido em janeiro e que, em seguida, se infiltraram no campo das Pessoas Internamente Deslocadas (IDP), na capital do país, Porto Príncipe.

Em parceria com a Polícia Nacional do Haiti (PNH), mais de 350 militares e membros da polícia servindo com a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) realizaram uma incursão no campo de IDP de Jean-Marie Vincent, perto do famoso bairro de Cité Soleil de Porto Príncipe, na manhã do dia 18.

A operação foi a maior ação de segurança conduzida pela MINUSTAH desde o terremoto de 12 de janeiro, que matou um número estimado em 200 mil haitianos e destruiu ou danificou fortemente as casas de outros milhões. Muitos detentos também escaparam da prisão por conta do desastre. Em um comunicado à imprensa, a MINUSTAH disse que a operação foi realizada na sequência de um surto de violência dentro do campo de deslocados, fato que foi ligado à fuga dos prisioneiros.

Após o tremor, o Conselho de Segurança autorizou um adicional de 15 mil integrantes da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e de 2.000 militares à MINUSTAH.

Enquanto isso, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) está reforçando seus projetos de trabalho-por-alimentos e trabalho-por-dinheiro no Haiti. A intenção é que cada trabalhador receba mantimentos em quantidade suficiente para suprir uma família de cinco pessoas. No próximo mês, a agência espera mais do que dobrar o número de beneficiários individuais para 70 mil.

Em outra frente, o Conselho Econômico e Social da ONU (ECOSOC) enviou ao Haiti seu grupo de consultores ao país caribenho para avaliar os esforços de recuperação realizados até agora e determinar estratégias futuras de assistência. O grupo encerrou sua visita de quatro dias no último sábado (19).