Haiti: luta contra a cólera continua, mas reivindicação contra a ONU será rejeitada

Em novembro de 2011, um pedido de indenização foi movido contra a ONU em nome das vítimas do surto de cólera no Haiti.

Em um acampamento para pessoas deslocadas em Porto Príncipe, capital do Haiti, residentes obtêm comprimidos de purificação de água e água sanitária que são utilizados na prevenção da cólera. Foto: ONU / MINUSTAH / Logan Abassi

A ONU aumentou os seus esforços para eliminar a cólera no Haiti. Ao mesmo tempo, reivindicações contra a Organização em relação à questão “não serão recebidas”, disse nesta quinta-feira (21) Martin Nesirky, Porta-Voz do Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon, após funcionários do país caribenho terem sido informados da decisão.

Em novembro de 2011, um pedido de indenização foi movido contra a ONU em nome das vítimas do surto de cólera no Haiti.

“Hoje (21), as Nações Unidas advertiram aos representantes dos reclamantes que as reivindicações não são recebíveis de acordo com a Seção 29 da Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas”, disse Nesirky a jornalistas em Nova York.

Ban Ki-moon, em um telefonema para o Presidente haitiano, Michel Martelly, informou-lhe da decisão e reiterou o compromisso da ONU de eliminar a doença no país, disse Nesirky.

Em dezembro de 2012, Ban Ki-moon lançou uma iniciativa para a eliminação da cólera na nação caribenha, que visa reforçar o próprio Plano Nacional de Eliminação da Cólera do Haiti por meio de investimentos significativos e o uso de uma vacina oral contra a cólera.

O surto da cólera no país começou em outubro de 2010 e, até o fim de 2012, já havia matado 7.750 pessoas.