Haiti avança rumo à eliminação da raiva com fortalecimento de vacinações

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Nos últimos quatro anos, o Haiti avançou de forma importante no combate à raiva em humanos, deixando para trás uma série de atitudes e práticas comunitárias e de profissionais da saúde que contribuíam para manter esse país como um dos poucos do Ocidente a ainda registrar mortes de pessoas pela mordida de cães infectados.

Atualmente, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPS/OMS) discute com a OPAS e os ministérios da Saúde e Agricultura haitianos e dominicanos uma proposta para eliminar a raiva de toda a ilha de La Española, que abriga Haiti e República Dominicana, em três anos por meio de vacinações caninas massivas.

Crianças haitianas brincam em frente a iniciativas realizadas pela Missão de Paz da ONU no país. Foto: UNIC Rio / Mariana Nis

Crianças haitianas brincam em frente a iniciativas realizadas pela Missão de Paz da ONU no país. Foto: UNIC Rio / Mariana Nis

Nos últimos quatro anos, o Haiti avançou de forma importante no combate à raiva em humanos, deixando para trás uma série de atitudes e práticas comunitárias e de profissionais da saúde que contribuíam para manter esse país como um dos poucos do Ocidente a ainda registrar mortes de pessoas pela mordida e cães infectados.

Foram observadas melhorias notáveis na capacidade de laboratórios, na vigilância da raiva em animais e nas campanhas de vacinação massivas de cachorros. A situação contrasta com os resultados de uma pesquisa de conhecimentos e práticas sobre a raiva realizada em 2013.

Na ocasião, 2,8% dos profissionais sanitários mencionavam a vacinação antirrábica como parte do tratamento por mordida de cachorro e 15% disseram ter sido capacitados para a prevenção. Entre as 171 vítimas de mordidas, apenas 31% tinham recorrido à vacinação.

Mas, em 2013, um programa integrado de manejo de mordidas e avaliação de cachorros foi implementado, e a capacitação de médicos na prevenção da raiva, realizada desde 2015 pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e pelo Ministério de Saúde Pública e População do Haiti, ajudou a melhorar a situação.

Naquele ano, cinco unidades de saúde tinham a vacina antirrábica para humanos, enquanto agora esta cifra é de 115, e se espera que em três meses chegue a 140, ou seja, todo o país terá acesso a essa vacina.

No entanto, o principal desafio para eliminar as mortes por raiva é vacinar de 70% a 80% dos cães existentes no Haiti, estimados entre 900 mil e 1,3 milhão. Os cientistas afirmam que, com campanhas anuais, em sete anos a raiva poderá ser eliminada do Haiti.

Atualmente, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPS/OMS) discute com a OPAS e os ministérios da Saúde e Agricultura haitianos e dominicanos uma proposta para eliminar a raiva de toda a ilha de La Española, que abriga Haiti e República Dominicana, em três anos por meio de vacinações caninas massivas.


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