Haiti: acelerar recuperação é “prioridade máxima” para 2011

Um ano após o devastador terremoto no Haiti, os cidadãos do país mais pobre do Hemisfério Ocidental já alcançaram muito com a ajuda internacional, mas ainda há muito mais a ser feito, de acordo com o Coordenador Humanitário das Nações Unidas no Haiti, Nigel Fisher.

Um ano após o devastador terremoto no Haiti, os cidadãos do país mais pobre do Hemisfério Ocidental já alcançaram muito com a ajuda internacional, mas ainda há muito mais a ser feito, de acordo com o Coordenador Humanitário das Nações Unidas no Haiti, Nigel Fisher. “Claramente, os esforços de reconstrução e recuperação são prioridade absoluta para 2011,” disse ontem (10/01), dois dias antes do aniversário do desastre, em coletiva de imprensa em Nova York. “Obviamente, as coisas poderiam ter sido mais rápidas, mas é importante lembrar que a reconstrução leva tempo. (…) Em retrospecto, acho que podemos dizer que a resposta inicial ao terremoto foi um sucesso.”

Ele apontou que o apelo de emergência foi financiado em quase um bilhão de dólares, 72% do necessário. Mas o déficit de 400 milhões afetou alguns setores, com a coordenação e gerenciamento de acampamentos “criticamente sub-financiada.” Enquanto isso, 95% das crianças que já estudavam antes do terremoto retornaram às salas de aula.

Para o próximo anos, foram aprovados três bilhões de dólares em projetos, com 1,28 bilhões já financiados e 1,63 bilhões comprometidos e reservados. Mas o trabalho que vem pela frente é claramente um desafia que deverá durar mais de um ano. “Crucial para o nosso futuro,” acrescentou Fisher, é resolver a crise política nascida após o primeiro turno das eleições presidenciais de novembro.

Ele apontou, ainda, que a epidemia de cólera não foi consequência do terremoto, mas que pode chegar a afetar 400 mil pessoas e que é crucial reduzir as taxas de mortalidade. De acordo com a ONU, 2,2 milhões de crianças haitianas têm risco de contrair a doença e falta financiamento adequado para os programas de controle e prevenção da doença em escolas, orfanatos e creches. O apelo de 174 milhões de dólares lançado pela ONU para o combate à cólera só recebeu, até agora, 44 milhões em financiamentos.