Há sinais de que Coreia do Norte mantém seu programa nuclear, diz ONU

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Há sinais de que a Coreia do Norte ainda “mantém e desenvolve seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos”, disse a chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary di Carlo, ao Conselho de Segurança na segunda-feira (17).

Bandeiras da Coreia do Norte. Foto: (stephan)/Flickr/CC

Bandeiras da Coreia do Norte. Foto: (stephan)/Flickr/CC

Há sinais de que a Coreia do Norte ainda “mantém e desenvolve seu programa de armas nucleares e mísseis balísticos”, disse a chefe de assuntos políticos da ONU, Rosemary di Carlo, ao Conselho de Segurança na segunda-feira (17).

A oficial da ONU elogiou os anúncios feitos pelo país relativos ao fim dos testes nucleares, em abril e maio, incluindo o comunicado do líder norte-coreano, Kim Jong Un, de desnuclearizar a Península Coreana.

No entanto, ela afirmou que Yukiya Amano, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), informou em maio que a agência observou atividades nucleares consistentes com uma operação contínua de um reator de produção de plutônio, laboratório de radioquímica e um suposto mecanismo de enriquecimento de urânio em Yongbyon.

Em um comunicado da AIEA lançado na segunda-feira, Amano disse que “as atividades nucleares da Coreia do Norte são claras violações a relevantes resoluções do Conselho de Segurança e são profundamente lamentáveis”.

A agência enfatizou sua disponibilidade para desempenhar um papel essencial na verificação do programa nuclear da Coreia do Norte se um acordo político for alcançado entre os países envolvidos.

Considerando que, há um ano, a Península Coreana estava no centro das preocupações mundiais sobre paz e segurança, diante dos testes nucleares e ameaças da Coreia do Norte, a unidade do Conselho de Segurança, disse ela, ajudou a criar a oportunidade de engajamento diplomático, redução de tensões militares e reabertura de canais de comunicação.

As declarações foram feitas em meio à descrição sobre a implementação das sanções contra a Coreia do Norte, solicitadas e presididas pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley.

Os 15 membros do Conselho reuniram-se para analisar o último relatório do painel de peritos sobre as sanções contra a Coreia do Norte, que foi criado para supervisionar as sanções relevantes relacionadas ao país.

Haley reiterou as alegações feitas em comunicado divulgado pela missão dos EUA nas Nações Unidas, em 13 de setembro, afirmando que a Rússia pressionou o painel a alterar seu relatório independente, que incluiu violações das sanções por parte de atores russos — e acusou a Rússia de estar “trabalhando no Conselho para minar o regime de sanções”.

Em resposta, Vassily Nebenzia, embaixador da Rússia nas Nações Unidas, afirmou que os EUA estão usando a reunião para tentar “impor à comunidade internacional sua própria visão da situação”. Nebenzia disse que o trabalho do painel de peritos se tornou “cada vez mais politizado” e a primeira versão do relatório não atendeu aos padrões exigidos de objetividade e imparcialidade.

Ele continuou dizendo que a Rússia e outros membros do comitê de sanções contra a Coreia do Norte “expressaram uma série de comentários que foram revisados ​​corretamente pelos especialistas, e depois levados em conta, quando transferiram o relatório para o Conselho de Segurança”.


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