Guterres pede união do Conselho de Segurança para responsabilizar autores de suposto ataque químico na Síria

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu investigação especializada profissional, independente e imparcial sobre as denúncias de uso de armas químicas em Duma, na Síria, no último dia 7 de abril. Ele pediu ainda união do Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu emergencialmente em Nova Iorque.

Reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na Síria – Manuel Elias/UN Foto

Reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na Síria – Manuel Elias/UN Foto

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu investigação especializada profissional, independente e imparcial sobre as denúncias de uso de armas químicas em Duma, na Síria, no último dia 7 de abril. Ele pediu ainda união do Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu emergencialmente em Nova Iorque.

“Estou indignado pelos relatos contínuos de uso de armas químicas na Síria. Reitero fortemente minha condenação sobre o uso de armas químicas contra a população civil.”

Guterres reafirmou o apoio à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e à missão da OPAQ que investiga as denúncias. Ele defendeu que a missão tenha acesso total, sem nenhuma restrição ou impedimento, para realizar suas atividades.

“As normas contra armas químicas devem ser cumpridas. Apelo para o Conselho de Segurança exercer sua responsabilidade e encontrar a união neste assunto.” Ele pediu que o Conselho redobre os esforços para chegar a um acordo de mecanismo dedicado de responsabilização. “Estou pronto para apoiar estes esforços”, finalizou em nota divulgada nesta terça-feira (10) na China, onde participa do Fórum Boao, conferência anual da Ásia.

Conselho de Segurança – Em reunião de emergência realizada em Nova Iorque, o enviado especial para a Síria, Staffan de Mistura, alertou para um “aumento incontrolável” da violência, que pode levar a “consequências absolutamente arrasadoras e difíceis de imaginar”.

Sobre o alegado ataque químico, o enviado especial disse que “as Nações Unidas não conseguem verificar de forma independente de quem é a responsabilidade”.

Segundo o secretário-geral assistente do Escritório para Assuntos de Desarmamento, Thomas Markram, a ONU recebeu relatos “profundamente perturbadores” de que pelo menos 49 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas. Ele também defendeu que o Conselho de Segurança seja unânime para evitar o uso de armas químicas.


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