Guterres pede que países se posicionem contra ódio após ataques em mesquitas na Nova Zelândia

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou a comunidade internacional a se posicionar contra o “ódio antimuçulmano”, após ataques a tiros em massa na sexta-feira (15) na Nova Zelândia. Os ataques miraram duas mesquitas e deixaram ao menos 49 mortos e diversos feridos, alguns em estado crítico.

“Estou entristecido e condeno veementemente os ataques a tiros contra pessoas inocentes, conforme rezavam pacificamente em mesquitas na Nova Zelândia”, tuitou o chefe da ONU, expressando suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas”.

“Hoje, e todos os dias, devemos nos posicionar contra ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância e terror”, afirmou.

Bandeira da Nova Zelândia vista na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

Bandeira da Nova Zelândia vista na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Foto: ONU/Loey Felipe

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, instou a comunidade internacional a se posicionar contra o “ódio antimuçulmano”, após ataques a tiros em massa na sexta-feira (15) na Nova Zelândia. Os ataques miraram duas mesquitas e deixaram ao menos 49 mortos e diversos feridos, alguns em estado crítico.

“Estou entristecido e condeno veementemente os ataques a tiros contra pessoas inocentes, conforme rezavam pacificamente em mesquitas na Nova Zelândia”, tuitou o chefe da ONU, expressando suas “mais profundas condolências às famílias das vítimas”.

“Hoje, e todos os dias, devemos nos posicionar contra ódio antimuçulmano e todas as formas de intolerância e terror”, afirmou.

Um atirador, que a polícia descreveu como um homem de quase 30 anos, foi preso e acusado de assassinato. De acordo com a imprensa internacional, ele transmitiu ao vivo pela Internet imagens de uma câmera posicionada em sua cabeça. Ele disparou contra fiéis dentro da mesquita de Al Noor, em Christchurch, maior cidade da Ilha do Sul da Nova Zelândia. Um segundo ataque aconteceu na mesquita de Linwood, na mesma cidade.

De acordo a imprensa, a polícia pediu para o público não compartilhar as imagens “extremamente dolorosas” publicadas online pelo atirador. Segundo relatos, o Facebook derrubou as contas do atirador na rede social e no Instagram, que continham afirmações racistas e anti-imigrantes.

Dois outros homens e uma mulher também teriam sido detidos por conexões com os ataques terroristas, embora um deles tenha sido libertado subsequentemente.

Outras autoridades seniores das Nações Unidas usaram o Twitter nesta sexta-feira para expressar condolências e choque com os ataques na Nova Zelândia.

O diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) destacou que possivelmente havia muitos refugiados entre mortos e feridos.

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, lamentou o “ataque sem sentido contra uma comunidade pacífica e contra o direito universal de liberdade de crença”.

“Sofremos com crianças enfrentando o choque profundo de que um pai nunca voltará para casa”, disse. “Nossos corações quebram com as notícias”.


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