Guterres pede ‘contenção máxima’ após ataques contra refinarias na Arábia Saudita

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu no domingo (15) “contenção máxima” após uma onda de ataques de drones reivindicados por rebeldes iemenitas houthis contra duas instalações de processamento de petróleo baseadas na Arábia Saudita.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Guterres disse “condenar os ataques de sábado às instalações de petróleo da Aramco na província oriental da Arábia Saudita reivindicados pelos houthis”.

Ele também pediu para todas as partes em conflito “exercerem restrição máxima, evitarem qualquer escalada em meio a tensões elevadas e cumprirem o Direito internacional humanitário”.

Um estudante nas ruínas de uma de suas antigas salas de aula, que foi destruída em junho de 2015, na escola Aal Okab em Saada, no Iêmen. Os alunos agora frequentam aulas nas barracas do UNICEF. Foto: UNICEF/Clarke para o UNOCHA

Um estudante nas ruínas de uma de suas antigas salas de aula, que foi destruída em junho de 2015, na escola Aal Okab em Saada, no Iêmen. Os alunos agora frequentam aulas nas barracas do UNICEF. Foto: UNICEF/Clarke para o UNOCHA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu no domingo (15) “contenção máxima” após uma onda de ataques de drones reivindicados por rebeldes iemenitas houthis contra duas instalações de processamento de petróleo baseadas na Arábia Saudita.

Rebeldes que lutam contra uma coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, conflito que criou a pior crise humanitária do mundo, disseram ter sido responsáveis ​​pelo ataque aéreo no início do sábado (14), mas os Estados Unidos disseram que não havia evidências para apoiar isso e acusaram o Irã de um “ataque sem precedentes ao suprimento de energia global”.

O Irã negou firmemente no domingo ter qualquer responsabilidade pelos ataques, ampliando as tensões na região ao afirmar que instalações militares norte-americanas estão ao alcance de mísseis iranianos.

Os campos de petróleo sauditas já foram alvo de ataques das forças houthi no ano passado, mas o ataque atual foi sem precedentes, com a gigante petrolífera estatal Aramco dizendo que o impacto reduzirá a produção em cerca de 5,7 barris por dia; mais de 5% da oferta mundial de petróleo bruto.

Em comunicado emitido por seu porta-voz, Guterres disse “condenar os ataques de sábado às instalações de petróleo da Aramco na província oriental da Arábia Saudita reivindicados pelos houthis”.

Ele também pediu para todas as partes “exercerem restrição máxima, evitarem qualquer escalada em meio a tensões elevadas e cumprirem o Direito internacional humanitário”.

No sábado, Martin Griffiths, enviado especial da ONU para o Iêmen, descreveu a escalada militar como “extremamente preocupante” e instou “todas as partes a evitar incidentes adicionais, que representam uma séria ameaça à segurança regional, complicam a situação já frágil no país e comprometem o processo político liderado pela ONU”.