Guterres diz esperar novo acordo após Israel interromper missão internacional de observação

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua gratidão à missão internacional de observação Presença Internacional Temporária em Hebron (TIPH), na Cisjordânia, após Israel decidir não renovar seu mandato.

Destacando um comunicado conjunto emitido pelos países que contribuem à TIPH – Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Turquia – o secretário-geral da ONU expressou esperança de “que um acordo possa ser alcançado pelas partes para preservar a longa e valiosa contribuição da TIPH à prevenção de conflito e à proteção de palestinos em Hebron”.

O palestino Hamid, de oito anos, olha para a cidade de Hebron da cobertura de sua casa. Foto: UNICEF/Ahed Izhiman

O palestino Hamid, de oito anos, olha para a cidade de Hebron da cobertura de sua casa. Foto: UNICEF/Ahed Izhiman

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua gratidão à missão internacional de observação Presença Internacional Temporária em Hebron (TIPH), na Cisjordânia, após Israel decidir não renovar seu mandato.

Destacando um comunicado conjunto emitido pelos ministros das Relações Exteriores dos países que contribuem à TIPH – Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Turquia – o secretário-geral da ONU expressou na sexta-feira (1) esperança de “que um acordo possa ser alcançado pelas partes para preservar a longa e valiosa contribuição da TIPH à prevenção de conflito e à proteção de palestinos em Hebron”.

O chefe da ONU afirmou estar “grato” à TIPH e “ao serviço de seus respectivos observadores ao longo dos últimos 22 anos”.

De acordo com a imprensa internacional, centenas de colonos judeus protegidos por milhares de soldados vivem no centro de Hebron, que tem população de mais de 200 mil palestinos.

A TIPH foi estabelecida em conformidade com as provisões do Acordo Interino de 1995, conhecido como o Acordo de Oslo II, entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina.

Guterres disse ainda estar envolvido com Estados-membros e partes em solo “para garantir a proteção, segurança e bem-estar de civis”.

Ele também reiterou seu “comprometimento com a solução de dois Estados” e com a salvaguarda dos princípios e visões enraizados no acordo de Oslo, em resoluções relevantes da ONU e em outros acordos aplicáveis.


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