Guterres confirma morte de peritos na República Democrática do Congo

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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, confirmou as mortes de Michael Sharp e Zaida Catalan, dois integrantes do Grupo de Peritos na República Democrática do Congo (RDC) desaparecidos desde 12 de março.

Eles apoiavam o trabalho do Comitê estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU para supervisionar sanções impostas aos grupos armados no país, incluindo embargo de armas, proibição de viagens e congelamento de bens.

Vista aérea da cidade de Kananga, na província central de Kasaï – Foto de Arquivo – Myriam Asmani/MONUSCO

Vista aérea da cidade de Kananga, na província central de Kasaï – Foto de Arquivo – Myriam Asmani/MONUSCO

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, confirmou as mortes de Michael Sharp e Zaida Catalan, dois integrantes do Grupo de Peritos na República Democrática do Congo (RDC) que estavam desaparecidos desde 12 de março e garantiu que a Organização fará “tudo o que for possível” para que justiça seja feita.

Em comunicado divulgado na terça-feira (28), o chefe da ONU expressou condolências às famílias de Sharp, norte-americano, e Catalan, sueca, e disse que a Organização honrará a memória deles com a continuidade do trabalho do Grupo e da ONU na RDC.

“Michael e Zaida perderam suas vidas tentando entender as causas do conflito e da insegurança na RDC para ajudar a trazer paz ao país e ao seu povo”, disse Guterres. Ele pediu que as autoridades nacionais continuem a procurar pelos quatro congoleses que acompanhavam os especialistas e informou que a ONU ajudará nas buscas.

No comunicado, o secretário-geral destacou que a ONU conduzirá uma investigação sobre as mortes. “No caso de atos criminosos, a ONU fará tudo o que for possível para garantir que justiça seja feita”. Guterres espera que a causa das mortes seja determinada e que autoridades locais conduzam uma investigação completa sobre o incidente.

Na segunda-feira (27), forças de paz da Missão da ONU no país (MONUSCO) localizaram os restos mortais dos especialistas na periferia da cidade de Kananga, na província central de Kasaï.

O Grupo de Especialistas apoia o trabalho do Comitê estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU para supervisionar sanções impostas aos grupos armados no país, incluindo embargo de armas, proibição de viagens e congelamento de bens.


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