Guterres condena ataque a funcionários e instalações da ONU na Somália

Em Mogadíscio, capital da Somália, sete morteiros aterrissaram dentro do complexo da ONU na terça-feira (1º), deixando três funcionários feridos. Segundo relatos, o grupo Al-Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo crime, que foi duramente criticado por autoridades das Nações Unidas.

Condenando o atentado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ataques intencionais a profissionais da Organização podem constituir “uma violação do direito humanitário internacional”. O dirigente pediu que as autoridades somalis “investiguem os ataques e levem os responsáveis rapidamente à justiça”.

Mural em Mogadíscio, capital da Somália, financiado pela ONU e inaugurado em 2014. Foto: ONU/Ramadan M. Hassan
Mural em Mogadíscio, capital da Somália, financiado pela ONU e inaugurado em 2014. Foto: ONU/Ramadan M. Hassan

Em Mogadíscio, capital da Somália, sete morteiros aterrissaram dentro do complexo da ONU na terça-feira (1º), deixando três funcionários feridos. Segundo relatos, o grupo Al-Shabaab reivindicou a responsabilidade pelo crime, que foi duramente criticado por autoridades das Nações Unidas.

Condenando o atentado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ataques intencionais a profissionais da Organização podem constituir “uma violação do direito humanitário internacional”. O dirigente pediu que as autoridades somalis “investiguem os ataques e levem os responsáveis rapidamente à justiça”.

Os três profissionais atingidos no ataque não correm risco de vida.

“Tais atos não diminuirão a sólida determinação das Nações Unidas em continuar apoiando o povo e o governo da Somália em seus esforços para construir a paz e a estabilidade no país”, completou Guterres.

O representante especial da ONU e chefe da missão de assistência no país africano, Nicholas Haysom, condenou o atentado “nos termos mais veementes possíveis” e descreveu a investida como “um ato de agressão injustificável”.

“Nenhuma agenda política pode ser cumprida por meio da violência que vise deliberadamente funcionários de organizações internacionais, que estão apoiando a consolidação da paz e o fortalecimento das instituições governamentais na Somália”, acrescentou a autoridade.

Horas mais tarde, a imprensa noticiou que o governo somali havia declarado Haysom como persona non-grata. O representante da ONU foi solicitado a deixar o país, com o argumento de que violou normas diplomáticas internacionais por conta de interferências na soberania nacional do Estado.

A cobertura midiática detalhava ainda que, na segunda, o diplomata das Nações Unidas escrevera ao governo, pedindo-lhe que explicasse a base legal para a prisão de Mukhtar Robow, o ex-vice-líder do grupo Al-Shabab. Robow era um dos principais concorrentes das eleições para a presidência regional do estado de South West.



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