Guiné-Bissau relata transmissão do vírus zika; OMS anuncia missão em apoio ao país

Organização Mundial da Saúde anunciou em seu último boletim sobre o tema uma missão ao país da África Ocidental para entender a linhagem do vírus e apoiar a resposta nacional; Brasil continua sendo o país que concentra a absoluta maioria de casos investigados e confirmados de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central – 1.638 até 25 de junho.

O zika vinha sendo encarado apenas como doença leve, mas a suspeita associação dele com quase 5 mil casos suspeitos de crianças com malformação congênita, apenas no Brasil, é alarmante. Foto: Portal Brasil

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Guiné-Bissau, país da África Ocidental que divide com o Brasil o idioma português, é o último país a notificar casos de transmissão do vírus zika por meio do mosquito Aedes aegypti. A informação está no último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na última quinta-feira (7).

A agência de saúde da ONU anunciou no mesmo documento uma missão ao país para ajudar a entender a linhagem do vírus detectado utilizando sequenciamento viral. A missão também vai se concentrar na identificação de atividades prioritárias para reforçar a capacidade de resposta nacional.

O Brasil continua sendo o país que concentra a absoluta maioria de casos investigados e confirmados de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central – 1.638 até 25 de junho. O segundo país de maior preocupação é a Colômbia, com apenas 13 casos.

Até o dia 6 de julho, 65 países e territórios haviam relatado evidências de transmissão do vírus zika transmitido por vetores desde 2007. Desse total, 62 relataram evidências desde 2015, sendo 48 já a partir de 2015, quatro em 2016 e outros 13 com evidências de infecções por zika transmitidas por vetores locais em ou antes de 2015, porém sem a documentação de casos em 2016, ou com o surto já encerrado.

Acesse o último boletim da OMS clicando aqui.