Guiné-Bissau precisa de eleições livres e justas para quebrar ciclo de instabilidade, diz Conselho de Segurança

A não ser que atores políticos da Guiné-Bissau demonstrem boa fé renovada para realizar “eleições genuinamente livres e justas”, o país continuará enfrentando um ciclo contínuo de instabilidade, alertou na quinta-feira (27) o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em comunicado, o Conselho de Segurança lamentou o fato de o país não ter realizado eleições em 18 de novembro, como planejado, e expressou “profunda preocupação” com as preparações para as votações, agora marcadas para 10 de março de 2019.

Nesta fotografia, tirada antes das eleições de 2014 na Guiné-Bissau, funcionários da educação cívica visitam as comunidades e explicam os procedimentos de votação para as populações locais. Foto: PNUD/Guiné-Bissau

Nesta fotografia, tirada antes das eleições de 2014 na Guiné-Bissau, funcionários da educação cívica visitam as comunidades e explicam os procedimentos de votação para as populações locais. Foto: PNUD/Guiné-Bissau

A não ser que atores políticos da Guiné-Bissau demonstrem boa fé renovada para realizar “eleições genuinamente livres e justas”, o país continuará enfrentando um ciclo contínuo de instabilidade, alertou na quinta-feira (27) o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em comunicado, o Conselho de Segurança lamentou o fato de o país não ter realizado eleições em 18 de novembro, como planejado, e expressou “profunda preocupação” com as preparações para as votações, agora marcadas para 10 de março de 2019.

Realizar eleições “genuinamente livres e justas” na data revisada em todo o país da África Ocidental, fronteiriço ao Senegal, é vital para preservar os “ainda frágeis ganhos” no caminho para estabilidade do país, disseram membros do Conselho.

“Eleições legislativas são um passo fundamental para retomar reformas sustentáveis e nacionais e devem acontecer antes das eleições presidenciais marcadas para 2019”, acrescentaram os membros.

Em comunicado, os membros do Conselho também reiteraram o papel importante da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no apoio à construção e manutenção da paz na Guiné-Bissau, elogiando o bloco regional por sua “determinação” de responsabilizar aqueles que obstruem deliberadamente o processo eleitoral.

Membros do Conselho de Segurança também relembraram a implementação do Acordo de Conacri, de outubro de 2016, quadro principal para uma resolução pacífica da crise política do país, destacando sua importância para garantir estabilidade política e construir paz sustentável na Guiné-Bissau.

Membros do Conselho também elogiaram as forças de defesa e segurança do país pela “contínua não interferência” na política da Guiné-Bissau, pedindo para as forças continuarem neste caminho.

Eles também encorajaram continuação da Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau até o fim do ciclo eleitoral em 2019 para manter estabilidade no país e convidaram parceiros internacionais para apoiar a CEDEAO nesta questão.

O comunicado do Conselho de Segurança segue um relatório da semana passada feito por Taye-Brook Zerihoun, secretário-geral assistente da ONU para Assuntos Políticos, e pelo embaixador brasileiro Mauro Vieira sobre desenvolvimentos no país.