Guias alimentares podem ajudar a melhorar a dieta da população

A obesidade quase triplicou em todo o mundo desde 1975 e com ela aumentaram os problemas de saúde como diabetes, doenças cardíacas e certos tipos de câncer. Esta tendência não se limita aos países de alta renda. Em países de renda baixa e média, o número de pessoas obesas e com excesso de peso está crescendo a um ritmo ainda mais acelerado. Ao mesmo tempo, em muitos casos, tais países também enfrentam altas taxas de nanismo e deficiências de micronutrientes.

No momento em que a obesidade está aumentando, as orientações dietéticas são ainda mais importantes. Com base nos últimos dados disponíveis, os guias são recomendações de um país para que a população coma melhor e tenha mais saúde.

O site da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) contém a mais completa coleção de guias alimentares de todo o mundo. Mais de 100 países já escreveram guias alimentares adaptados às suas respectivas situações alimentares e populações.

Atividade no Rio debate alimentação saudável com jovens. Foto: PEXELS

Alguns países especificam o número de porções de frutas e legumes que devem ser consumidos diariamente: por exemplo, seis no caso da Grécia, ou cinco, no caso de Costa Rica e na Islândia. Foto: PEXELS

As dietas variam muito de um lugar para outro, dependendo da disponibilidade de alimentos, hábitos alimentares e cultura. No entanto, quando se trata de comida, sabemos diferenciar o que é bom para nós e o que não é, independentemente de onde vivemos.

A questão é que optar por uma dieta saudável está se tornando cada vez mais complicado devido às mudanças sociais. Embora muitos países ainda enfrentem desnutrição, mais e mais pessoas no mundo consomem alimentos energéticos com alto teor de gordura, açúcar e sal.

Mudanças como a urbanização, o aumento de empregos sedentários e novos modos de transporte reduziram os níveis de atividade física humana, colocando populações inteiras em risco de obesidade, excesso de peso e doenças associadas.

A obesidade quase triplicou em todo o mundo desde 1975 e com ela aumentaram os problemas de saúde como diabetes, doenças cardíacas e certos tipos de câncer. Esta tendência não se limita aos países de alta renda. Em países de renda baixa e média, o número de pessoas obesas e com excesso de peso está crescendo a um ritmo ainda mais acelerado. Ao mesmo tempo, em muitos casos, tais países também enfrentam altas taxas de nanismo e deficiências de micronutrientes.

No momento em que a obesidade está aumentando, as orientações dietéticas são ainda mais importantes. Com base nos últimos dados disponíveis, os guias são recomendações de um país para que a população coma melhor e tenha mais saúde.

O site da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) contém a mais completa coleção de guias alimentares de todo o mundo. Mais de 100 países já escreveram guias alimentares adaptados às suas respectivas situações alimentares e populações.

1. Comer muitos legumes e frutas. Alguns países especificam o número de porções de frutas e legumes que devem ser consumidos diariamente: por exemplo, seis no caso da Grécia, ou cinco, no caso de Costa Rica e na Islândia. O Canadá até especifica as cores dos legumes que devem ser consumidos (um vegetal verde escuro e um laranja a cada dia). Os tamanhos das porções podem variar de acordo com o país; no entanto, todos os guias recomendam comer muitos vegetais e frutas frescas todos os dias.

2. Monitorar o consumo de gorduras. Embora de maneira diferente, a maioria dos guias menciona a redução do consumo de gorduras sólidas e saturadas, e sugere a substituição de gorduras animais por óleos vegetais. O azeite grego é recomendado em muitos países, enquanto no Vietnã é o óleo de gergelim ou de amendoim que é sugerido, demonstrando assim, nas diretrizes de cada país, a importância da disponibilidade de alimentos e as preferências culturais.

3. Reduzir o consumo de alimentos e bebidas com alto teor de açúcar. Existe um consenso geral sobre os efeitos nocivos do açúcar processado. Guias de todos os países recomendam seguir uma dieta pobre em açúcar e comer fruta em vez de doces processados ​​ou bebidas açucaradas para satisfazer o desejo por doce.

4. Reduza o consumo de sódio/sal. A Nigéria sugere reduzir o uso de cubos de caldos industrializados; Malta recomenda limitar alimentos pré-cozidos com alto teor de sódio. A Colômbia, por sua vez, sugere limitar a ingestão de carnes processadas, conservas e produtos embalados que geralmente têm alto teor de sal. Em todos os países, existe um amplo consenso sobre a conveniência de seguir uma dieta com baixo teor de sal.

5. Beba água regularmente. Em geral, os guias recomendam a água potável como a melhor maneira de saciar a sede. É claro que você sempre tem que ter certeza de que a água que consome é potável.

6. Se você consumir álcool, faça isso com moderação. Se você optar por beber álcool — seja cerveja, vinho ou destilados — o consenso geral sugere que o consumo deve ser moderado.

7. Faça exercícios físicos diariamente. Para pessoas que têm empregos mais sedentários ou estilos de vida muito urbanos, a recomendação geral é fazer pelo menos 30 minutos de exercício diário. No entanto, as diretrizes do Benin estipulam que, para aquelas pessoas que realizam trabalho fisicamente exigente, não é especialmente importante fazer exercícios físicos adicionais.

Muitos guias oferecem outras boas dicas para uma alimentação saudável: desfrute de sua refeição (Romênia), coma com sua família (Venezuela), mantenha as dietas tradicionais (Benin), proteja o meio ambiente (Catar), compartilhe sua comida (Costa Rica) e não cozinhe demais a comida (Alemanha).

O Brasil propõe uma forma alternativa de agrupar os alimentos de acordo com seu nível de processamento e recomenda evitar alimentos ultraprocessados. Alguns guias também enfatizam a importância de proteger nossos recursos naturais e a biodiversidade da natureza, garantindo a segurança alimentar e nutricional de toda a população.

A FAO ajuda os países a formular, revisar e implementar seus guias alimentares. Como base em políticas nutricionais e programas educacionais, as diretrizes dietéticas ajudam as pessoas a adotar hábitos alimentares saudáveis e estilos de vida. Consulte o conselho do guia alimentar do seu país!


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