Grupo de 25 observadores da ONU chega ao local de mais um massacre na Síria

Ativistas sírios de oposição afirmam que as tropas governamentais e milicianos massacraram pelo menos 78 moradores na aldeia de Mazraat al-Qubeir. O Governo sírio negou as acusações.

Após superar obstruções anteriores por parte do governo sírio, um grupo de 25 observadores da Missão Especial da ONU para a Síria (UNSMIS) chegou na tarde de hoje (08/06) à aldeia de Mazraat al-Qubeir, onde há relatos sobre o massacre de civis ocorrido na quarta-feira (06/07).

“Encontramos a aldeia vazia de seus habitantes locais, rastros na estrada de bmp [um tanque blindado], uma casa danificada por bombardeios com vasta gama de vestígios de tiros de diferentes calibres e granadas”, disse o Porta-Voz da UNSMIS, Sausan Ghosheh. “Havia casas queimadas e pelo menos uma delas continha corpos carbonizados em seu interior – havia também um forte cheiro de carne queimada”.

De acordo com relatos da mídia internacional, ativistas sírios de oposição afirmam que tropas governamentais e milicianos massacraram pelo menos 78 moradores da aldeia, localizada perto da cidade de Hama. O Governo sírio disse que as acusações são falsas.

Ataque a observadores da ONU não deixou feridos

Enquanto tentavam chegar ao local na quinta-feira (07/07), os observadores da UNSMIS foram detidos nos postos de fiscalização do Exército sírio, e em alguns casos voltaram. Foram também parados e alertados por civis, que informaram que sua segurança estaria em risco se eles entrassem na aldeia. Além disso, os observadores foram atacados com armas de pequeno calibre, mas ninguém do comboio foi ferido.

“Os moradores de aldeias vizinhas vieram nos alertar, mas nenhum deles testemunhou os assassinatos. As circunstâncias deste incidente ainda não estão claras e não tivemos a chance de verificar o número de mortos”. O Porta-Voz acrescentou que uma equipe da UNSMIS ainda está na aldeia tentando averiguar os fatos ocorridos.

A ONU estima que mais de 10.000 pessoas, a maioria civis, foram mortos na Síria e dezenas de milhares foram deslocados desde o levante contra o presidente Bashar al-Assad, que começou há 15 meses.