Grécia precisa agir frente a situação humanitária ‘repugnante’ em centros de refugiados, diz ONU

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Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Homem senta em centro de recepção lotado de Moria, na ilha grega de Lesbos. Foto: Yorgos Kyvernitis

Autoridades da Grécia precisam adotar medidas urgentes para responder à situação humanitária “repugnante” à qual são submetidos cerca de 11 mil solicitantes de refúgio nas ilhas de Samos e Lesbos, alertou na terça-feira (6) a agência de refugiados das Nações Unidas.

Com o inverno se aproximando e mais refugiados chegando, a agência reiterou pedido de medidas emergenciais para aliviar a pressão sobre abrigos locais.

Em Samos, o Centro de Recepção e Identificação atualmente abriga cerca de 4 mil pessoas, seis vezes mais que a capacidade de 650. Cerca de 2 mil solicitantes a refúgio em Lesbos tiveram que se abrigar em um olival adjacente, uma vez que o centro de recepção está sobrecarregado com 6,5 mil pessoas – três vezes mais que sua capacidade.

Recém-chegados foram forçados a comprar barracas, que fornecem pouca proteção ao clima frio, e continuam sem serviços básicos, como eletricidade, água corrente e banheiros, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O número de instalações quebradas resultou em esgoto aberto perto das barracadas dos solicitantes de refúgio, e uma população de ratos que se prolifera em meio ao lixo não coletado.

Pedindo que transferências à principal ilha do país seja acelerada para 4 mil pessoas elegíveis, a agência destacou que, embora o governo tenha planejado um adicional de 6 mil acomodações, mais de 11 mil pessoas chegaram às ilhas nos últimos três meses – superando o ritmo de saídas.

Muitas chegam em necessidade de assistência médica urgente, abrigo e informações, mas os serviços e procedimentos de recebimento não estão alcançando a demanda. Um único médico por turno atende uma população inteira, deixando casos menos urgentes desatendidos, relatou a agência.

Condições climáticas ruins devem aumentar a necessidade por abrigos, já alta, à medida que solicitantes a refúgio irão demandar com maior urgência espaço dentro dos centros de recepção para evitar temperaturas congelantes, que mataram diversos refugiados e migrantes no último inverno.

Condições em ilhas vizinhas como Chios e Kos estão apenas um pouco melhores, operando com o dobro de suas capacidades. Apenas no centro de recepção de Lepida, na ilha de Leros, a instalação funciona dentro do limite.

O ACNUR auxiliou a transferência de 5,3 mil solicitantes a refúgio à ilha principal desde o começo de setembro, e fornece mais de 400 contêineres para aumentar a capacidade de abrigos na Grécia, além de fornecer cerca de 19 mil itens de alívio às ilhas, incluindo kits de inverno, sacos de dormir e itens de higiene.

A agência pede que a Comissão Europeia e Estados-membros deem andamento aos preparativos para apoio de emergência e medidas de realocação a pedido do governo grego.


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