Governos devem ampliar esforços por acordo sobre mudanças climáticas em Durban, diz ONU

A um mês da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, países negociam como implementar o segundo período de compromissos do Protocolo de Quioto.

Última rodada de negociações sobre redução de emissões de gases de efeito estufa acontece na Cidade do Panamá.A Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, pediu nesta segunda-feira (3/10) que os governos participem das negociações desta semana na Cidade do Panamá para acelerar os esforços para alcançar um acordo na conferência da ONU, que será realizada no mês que vem em Durban, na África do Sul.

Para Figueres, os governos reconheceram que os esforços atuais não são suficientes “e perceberam que é importante aumentar o nível de controle sobre emissões de gases de efeito estufa, assim como a capacidade dos países de se adaptarem às mudanças climáticas”.

“Os governos sabem agora que a melhor forma de ter sucesso em Durban é chegar lá com textos decisórios rascunhados e eu vejo bastante apoio nesta abordagem. Eles podem sair do Panamá com uma ideia mais clara do que terão condição de acordar em Durban”, disse a Secretária Executiva.

Figueres espera que as negociações atentem para acordos que fortaleçam os sistemas que medem, reportam e verificam os esforços dos países para assegurar a responsabilidade internacional e a transparência sobre mudança climática.

“Os governos podem decidir o que eles querem fazer sobre o futuro do Protocolo de Quioto e, em particular, como eles gostariam de abordar o segundo período de compromissos do protocolo. Isto envolveria a questão de compromissos mais profundos sobre redução dos países industrializados sob o Protocolo de Quioto e a questão de como ir adiante com as promessas atuais de emissões dos Estados Unidos e países desenvolvidos que atualmente não são signatários do protocolo.”

O Protocolo de Quioto foi ratificado por 192 dos 195 signatários da UNFCCC. De acordo com o Protocolo, 37 países entre os altamente industrializados e em transição para uma economia de mercado têm limitações de emissão juridicamente vinculadas e compromissos de redução.