Governo brasileiro e FAO assinam novo acordo de cooperação para desenvolvimento rural

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O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) uniram forças para promover o desenvolvimento rural e territorial nos países da América Latina e do Caribe.

O acordo visa fortalecer a capacidade dos países de implementar políticas que permitam reduzir as desigualdades territoriais e promover o desenvolvimento rural sustentável.

Governo brasileiro e FAO assinaram novo acordo de cooperação. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

Governo brasileiro e FAO assinaram novo acordo de cooperação. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) uniram forças para promover o desenvolvimento rural e territorial nos países da América Latina e do Caribe.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e o oficial de políticas da FAO para a América Latina e o Caribe, Adoniram Sanches, assinaram na terça-feira (7) o novo acordo de cooperação internacional.

“O Brasil promove políticas públicas locais que garantem o acesso de todos a alimentos e a uma vida plena. Mas, além de políticas para brasileiros, o Brasil acredita na missão global da FAO. Isso nos leva a debater, trocar experiências e trabalhar em conjunto. Essa é a vontade do governo brasileiro”, disse Barbalho.

O acordo visa fortalecer a capacidade dos países de implementar políticas que permitam reduzir as desigualdades territoriais e promover o desenvolvimento rural sustentável.

“Estamos em um momento crítico na história da América Latina e do Caribe: pela primeira vez em décadas, a fome está crescendo. Portanto, hoje mais do que nunca temos que unir forças e promover a cooperação entre os países”, disse Sanches.

O memorando de entendimento assinado na cidade de Santiago, no Chile, destaca três áreas específicas nas quais se concentrará o trabalho conjunto do ministro da Integração Nacional do Brasil e da FAO.

A primeira será o fortalecimento da Rede Latino-Americana de Políticas Públicas de Desenvolvimento Regional (REDE), criada em 2013 com o apoio da União Europeia, da OCDE e da CEPAL.

A segunda área de trabalho estará focada em apoiar as políticas nacionais de redução das desigualdades entre as regiões dos países e promover o desenvolvimento rural sustentável.

“Trabalharemos com as comunidades para encontrar soluções que respeitem a identidade e a cultura local, por meio da troca de experiências, aprendizagens e práticas inovadoras de desenvolvimento rural”, explicou Sanches.

Avançar rumo à inclusão social e à redução das desigualdades nas áreas rurais, com melhor distribuição de oportunidades e de acesso a bens e serviços públicos de qualidade, é o terceiro objetivo da colaboração entre a FAO e o ministério.

As ações serão implementadas pelas autoridades brasileiras, pelo Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe e pela representação da FAO no Brasil, em articulação com o Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.

“A fome não terá fim sem um desenvolvimento efetivo e equitativo entre as diversas regiões dos países. Isso requer soluções inovadoras, parcerias e cooperação. É por isso que a FAO está trabalhando em estreita colaboração com os países para que, mediante a Cooperação Sul-Sul, a América Latina e o Caribe continuem a compartilhar soluções de desenvolvimento, envolvendo todos os atores”, disse Sanches.

Soluções público-privadas

A assinatura do acordo entre a FAO e o Brasil ocorreu durante a abertura do seminário regional Agenda 2030, mecanismos inclusivos: realidades e possibilidades com o setor rural privado.

O evento de dois dias reunirá líderes de agricultura familiar, empresas privadas e altos funcionários governamentais dos países do MERCOSUL ampliado: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

Os participantes buscarão soluções para construir sistemas alimentares inclusivos e saudáveis na região, que lhes permitam enfrentar o aumento da fome ocorrido nos últimos anos, bem como combater a pobreza rural e o aumento explosivo do excesso de peso e da obesidade.

Para isso, é essencial identificar quais são as políticas públicas necessárias para conseguir uma maior e melhor participação da agricultura familiar nos sistemas alimentares.

Brasil e FAO: uma história bem sucedida de Cooperação Sul-Sul

Com o novo acordo assinado, o Brasil e a FAO continuam uma longa e bem sucedida trajetória de Cooperação Sul-Sul trilateral.

Desde 2008, o governo do Brasil, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a FAO trabalham juntas para promover o desenvolvimento rural sustentável, a agricultura familiar e a segurança alimentar e nutricional nos países da América Latina e do Caribe.

Por meio do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, são executados projetos em toda a região nas áreas de alimentação escolar, fortalecimento de organizações da sociedade civil e do setor algodoeiro, apoio à segurança alimentar e nutricional, eliminação da pobreza e promoção de políticas agroambientais, entre outros.


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