Genocídio em Ruanda nos lembra sobre importância de rejeitar o ódio e a xenofobia, diz ONU

Marcando o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda – lembrado anualmente em 7 de abril –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância de rejeitar ativamente o ódio e a xenofobia, “e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo”.

O genocídio em Ruanda foi um dos episódios mais tristes da história da humanidade, quando mais de um milhão de pessoas foram assassinadas de forma sistemática em apenas cem dias. Assista ao vídeo.

Marcando o Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda – lembrado anualmente em 7 de abril –, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a importância de rejeitar ativamente o ódio e a xenofobia, “e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo”.

O genocídio em Ruanda foi um dos episódios mais tristes da história da humanidade, quando mais de um milhão de pessoas foram assassinadas de forma sistemática em apenas cem dias.

Embora a ampla maioria das vítimas seja da etnia tutsi, outros indivíduos que agiam com moderação – como hutus, twa e outros opositores – também foram brutalmente assassinados.

“Neste dia, honramos aqueles que foram mortos. E nos inspiramos com a capacidade de reconciliação e restauração daqueles que sobreviveram”, afirmou Guterres.

Ele destacou que crimes dessa natureza são um forte lembrete para que os países trabalhem para evitar atrocidades desse tipo.

“Temos de dizer não ao ódio e à xenofobia, e rejeitar as forças da polarização, do nacionalismo e do protecionismo. Apenas reconhecendo que somos todos parte de uma única família humana, partilhando o mesmo planeta, seremos capazes de responder aos desafios globais que enfrentamos – da covid-19 à mudança climática”, afirmou.

Desde o genocídio, Ruanda mostrou que é possível “se erguer das cinzas, para curar e reconstruir uma sociedade mais forte e mais sustentável”, acrescentou.

“À medida que olhamos em frente para acelerar os esforços para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, devemos tirar inspiração da lição contínua de Ruanda.”