Furacão Sandy: ONU faz reflexão sobre desafios e lições pós-desastre

“Devem haver lições. Estamos determinados a trabalhar com todos vocês para aprender e seguir em frente”, disse Ban Ki-moon em reunião na Assembleia Geral sobre o tema.

Uma mulher vende produtos em um mercado inundado em Porto Príncipe, após o furacão Sandy ter devastado o oeste do Haiti. (ONU/Logan Abassi)

Dirigindo-se à Assembleia Geral das Nações Unidas, o Secretário-Geral Ban Ki-moon destacou hoje (9) os desafios da Organização e a importância das respostas e das lições aprendidas com o furacão Sandy, reiterando o seu apelo por mais ação em relação às mudanças climáticas.

“As tempestades e emergências representam grandes provas e desafios. Podem trazer o melhor das pessoas que trabalham além da obrigação do seu dever, incluindo circunstâncias heroicas”, disse Ban. “Mas situações de emergência também podem revelar suposições erradas e o que deve ser feito para melhorar”, afirmou.

“Esse foi o caso nas últimas duas semanas. As Nações Unidas continuaram a prestar seus serviços vitais globais, apesar das significativas interrupções”, o Secretário-Geral acrescentou. “Ao mesmo tempo em que houve erros, devem haver lições. Estamos determinados a trabalhar com todos vocês para aprender e seguir em frente”.

A reunião informal da Assembleia Geral foi convocada pelo Presidente desse organismo, Vuk Jeremic, para tratar de questões que surgiram após a tempestade. Além de expressar condolências em nome da Assembleia Geral para todos aqueles que perderam entes queridos devido à tempestade, Jeremic também pediu um minuto de silêncio para homenagear as vítimas.

Tendo início no final de outubro, no Oceano Atlântico, o furacão Sandy cresceu e foi descrito pela imprensa como uma tempestade de “uma vez por geração”, causando morte e destruição em toda a região do Caribe e na costa leste dos Estados Unidos.

No Caribe, cinco milhões de pessoas foram afetadas e outras 72 morreram. No Haiti, 54 pessoas morreram, com outras centenas de milhares atingidas por inundações e fortes ventos. Em Cuba, 20% da população foi afetada. Jamaica, República Dominicana e Bahamas também sofreram significativamente.

Ao longo da costa leste dos EUA e na região metropolitana de Nova York, mais de 100 pessoas perderam suas vidas e muitas famílias ainda estão sem energia.

Após a passagem do furacão, o chefe da ONU conversou com os presidentes de Cuba, República Dominicana e Haiti, bem como com o primeiro-ministro da Jamaica. “Eu expressei minha solidariedade a cada um, e prometi o apoio das Nações Unidas para o esforço de recuperação”, disse Ban à Assembleia.

Imediatamente após a tempestade, a ONU destinou 5 milhões de dólares para Cuba e 4 milhões para o Haiti a partir do Fundo Central de Resposta de Emergência da ONU (CERF, na sigla em inglês). Dirigido pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e financiado por contribuições voluntárias dos Estados-Membros, organizações não governamentais e outros atores sociais, o CERF permite a entrega rápida de assistência humanitária às pessoas afetadas por desastres naturais e outras crises em todo o mundo.

Além disso, a Jamaica deve receber em breve um subsídio de emergência para as áreas de saúde e segurança alimentar.