Furacão Sandy deixa 68 mortos no Caribe, relata Organização Mundial da Saúde

4,5 milhões de pessoas foram afetadas direta e indiretamente pelas tempestades, principalmente em Cuba, Jamaica, Haiti e Bahamas. Organização Pan-Americana da Saúde está monitorando o cenário pós-desastre.

O furacão Sandy causou estragos em Cuba (Reuters)

O Furacão Sandy causou impactos em pelo menos cinco países do Caribe, principalmente em Cuba, Jamaica, Haiti e Bahamas, deixando 68 pessoas mortas e muitos desaparecidos. Esses países estão agora trabalhando na avaliação pós-desastre dos danos e das necessidades, relatou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Em termos gerais, relata a Organização, a tempestade afetou direta e indiretamente uma população de mais de 4,5 milhões de pessoas.

Na Jamaica, houve danos relatados em telhados de vários hospitais e centros de saúde, no entanto a maioria dos danos foi em áreas administrativas e na cozinha das instalações. Existem alguns problemas com o acesso, mas todos os hospitais estão funcionando, alguns usando geradores de energia e depósitos de água.

Várias estradas estão bloqueadas, o que pode impedir o acesso aos serviços de saúde em alguns lugares. Um total de 136 abrigos foram estabelecidos e 1.900 pessoas foram evacuadas. A OPAS designou um especialista em dengue e um especialista em gestão de desastres para a Jamaica.

No Haiti, 54 mortes confirmadas foram notificadas, 20 desaparecidos e 20 feridos. A OPAS confirma que 12.947 pessoas foram evacuadas para 102 abrigos em todo o país. Mais de 18 mil famílias foram afetadas. Fortes chuvas e inundações causaram danos às vias principais, estradas e pontes no Haiti.

Um aumento no número de alertas de cólera foi recebido. Vários Centros de Tratamento de Cólera (CTC) foram afetados por ventos fortes e inundações. O CTC em Baradères foi destruído. Várias organizações não governamentais, a OPAS/OMS e o Ministério da Saúde estão gerenciando os casos confirmados na área. A grande preocupação é com o acesso a serviços de saúde e a reposição de suprimentos.

Em Cuba, 11 mortes foram relatadas, nove em Santiago de Cuba e duas em Guantánamo. Vários hospitais foram afetados em todas as províncias, bem como 375 centros de saúde. Dois hospitais tiveram graves danos: o Hospital Geral de Mayarí e o Hospital Geral de Ensino em Banes, na província de Holguín. Em todos os casos, os hospitais tiveram algum tipo de dano, embora todos eles estejam funcionando neste momento.

Mais de 820.000 pessoas — somente nas províncias de Santiago e de Holguin — estão sem abastecimento de água, de acordo com a atualização de 30 de outubro. Cuba tem capacidade de resposta para a saúde pública e a vigilância sanitária. No entanto, a situação está sendo monitorada pela OPAS em caso de ajuda adicional ser necessária.

Nas Bahamas, duas mortes foram relatadas. As áreas mais afetadas são Grand Bahama, algumas das Ilhas do Sul (Cat Island, Rum Cay, Long Island) e Abaco (particularmente Treasure Cay), onde há uma grande quantidade de populações vulneráveis.

Os relatórios indicaram inundações e danos nos telhados das clínicas de saúde em diferentes locais. Comunidades haitianas de migrantes foram severamente afetadas com o agravamento da higiene e as questões de saneamento. O Ministério da Saúde está avaliando a extensão dos problemas em áreas-chave como Abaco.

Morreram também, de acordo com fontes não oficiais, 50 pessoas nos Estados Unidos após o furacão Sandy ter atingido a Costa Leste do país. As áreas mais afetadas são Nova York, Long Island e o sul de Nova Jersey, embora a tempestade também tenha causado inundações e falta de energia em Connecticut, Massachusetts, Rhode Island, Pensilvânia, Delaware, Virgínia, Maryland, Carolina do Norte e na capital, Washington, D.C.

Acesse os relatórios (clique aqui) da OPAS sobre a situação no Caribe, que vem sendo monitorada desde maio. Acesse também a avaliação da OPAS mais recente. Informações também estão disponíveis no site do Centro de Controle de Doenças e Prevenção.