Furacão Matthew: ONU envia equipes de assistência ao Haiti para ajudar a conter cólera

Devido às inundações e aos danos aos sistemas hídricos e de saneamento causados pelo furacão Matthew no Haiti, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviaram equipes de assistência à ilha caribenha para ajudar a conter um possível surto de cólera na região. Desde o início do ano, já foram registrados 28,5 mil casos da doença no país. Pelo menos 800 pessoas morreram devido ao furacão, enquanto mais de 60 mil precisam de abrigos emergenciais.

Destruição atingiu diversas localidades no Haiti, como Jeremie e Les Cayes. Foto: Logan Abassi/ONU/MINUSTAH

Destruição atingiu diversas localidades no Haiti, como Jeremie e Les Cayes. Foto: Logan Abassi/ONU/MINUSTAH

Devido às inundações e aos danos aos sistemas hídricos e de saneamento causados pelo furacão Matthew no Haiti, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde das Nações Unidas (OMS) informaram nessa quinta-feira (6) que estão enviando equipes de assistência à ilha caribenha para ajudar a conter um possível surto de cólera na região.

Desde o início do ano, já foram registrados 28,5 mil casos da doença no país.

Segundo a OPAS, dos 15 principais hospitais do Haiti somente nove estão atualmente em operação, e um – o Hospital Les Cayes, no Departamento do Sul – foi evacuado para uma instalação de funcionamento. Apenas cinco hospitais são acessíveis por telefone.

Para identificar as áreas de alto risco e minimizar os danos, as organizações já estão trabalhando em estreita colaboração com o Ministério da Saúde.

Primeira reunião da equipe de resposta da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) com o Ministério da Saúde do Haiti. Foto: OPAS/OMS

Primeira reunião da equipe de resposta da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) com o Ministério da Saúde do Haiti. Foto: OPAS/OMS

A OPAS também já começou a implantar epidemiologistas locais para rastrear e controlar os surtos. O próximo passo será fortalecer as redes de alerta e de resposta à doença, que estão ativas desde 2010.

Segundo a ONU, pelo menos 800 pessoas morreram devido ao furacão, e pelo menos 60 mil pessoas precisam de abrigos emergenciais.

A Jamaica abriu seus abrigos para cerca de 1,4 mil pessoas afetadas; Cuba evacuou 900 mil; e a República Dominicana evacuou mais de 14,6 mil por conta da tempestade.

A OPAS já implantou 11 equipes de assistência regionais para apoiar atividades técnicas em quatro países afetados pelo furacão: Haiti, Jamaica, Cuba e Bahamas. As equipes de resposta estão coordenando as suas atividades com as autoridades nacionais nos respectivos países.